A comissão especial que analisa o mérito das propostas de emendas à Constituição (PECs) que prorrogam a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação das Receitas da União (DRU) vai realizar na próxima semana três audiências públicas para debater as matérias. Na próxima terça-feira, a partir das 9 horas, o assunto será debatido pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Saúde, José Gomes Temporão, e da Previdência Social, Luiz Marinho.
Na quarta-feira, vão comparecer a comissão, a partir das 9h30, para discutir as PECs com os deputados, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e os economistas Raul Veloso, Paulo Rabelo de Castro, doutor em economia pela Universidade de Chicago e Celso Martone, professor da Universidade de São Paulo (USP).
Na quinta-feira, a partir das 9 horas, a prorrogação da CPMF e da DRU até 31 de dezembro de 2011 será debatida na comissão especial daCâmara pelo Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, pelo ex-secretário Everardo Maciel e pelos professores Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Ozires Lopes Filho, professor de Direito da Universidade de Brasília (UNB) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A previsão é que os deputados possam apresentar emendas que visem alterar o texto das propostas até o próximo dia 6, quando teriam transcorridos dez sessões da Câmara, após a instalação da comissão. No entanto, esse prazo poderá ser prorrogado caso não haja quorum mínimo de 52 deputados nas sessões da Câmara desta sexta-feira e de segunda-feira, dias em que não são realizadas votações e normalmente a presença de deputados é pequena.
Até o final da tarde desta quinta-feira, haviam sido apresentadas dez emendas para alterar os textos das PECs. Para que um deputado apresente uma emenda ele precisa ter o apoio de outros 170 deputados, ou seja, a emenda só será aceita pela comissão se tiver a assinatura de 171 deputados (um terço da Casa). Entre as emendas apresentadas há uma que tem como primeiro autor o líder do PR, deputado Luciano Castro (RR). O parlamentar propõe a prorrogação da CPMF até 2015 com alíquotas diferenciadas. Até 31 de dezembro de 2011, a alíquota seria de 0,38 %. Em 2012 seria de 0,30%, em 2013 seria de 0,25, em 2014 de 0,20 e em 2015 de 0,15%.
Há também emendas como a do deputado Luiz Carlos (PSDB-PR) que propõe que o dinheiro descontado com a CPMF de pessoas físicas seja deduzido do Imposto de Renda a ser pago pela pessoa em cada ano e, no caso da Pessoa Física, o valor pago seria deduzido pela empresa quando do pagamento da contribuição previdenciária patronal.
PEC que prorroga CPMF terá debate com ministros na próxima semana
Quinta, 30 de Agosto de 2007 às 18:06, por: CdB