O líder do PDT na Câmara, André Figueiredo, disse que o PDT terá candidato próprio na disputa por cargos no Executivo. Ciro Gomes é uma aposta do partido.
Por Redação, com ABr - de Brasília:
A três anos das eleições majoritárias de 2018, o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), disse nesta quarta-feira que a legenda terá candidato próprio na disputa por cargos no Executivo. Durante café da manhã com jornalistas esta manhã, o deputado evitou citar nomes, mas admitiu que o ex-ministro Ciro Gomes é uma das apostas fortes do partido. O PDT anunciou, em agosto, independência em relação à base governista no Congresso.
Ciro Gomes e Cid Gomes são os políticos que mais recentemente anunciaram a filiação ao partido
- Temos ainda três anos e meio para o encerramento do governo. Se a gente migrar para uma oposição ferrenha a gente não vai contribuir para um Brasil administrável. Temos que continuar divergindo, por dentro, apresentando alternativas e ajudando o Brasil a não ficar no caos. Não apostamos no quanto pior melhor - destacou.
Ciro Gomes e o irmão Cid Gomessão os políticos que mais recentemente anunciaram a filiação ao partido, criado por Leonel Brizola. Figueiredo também citou o nome do senador Cristovam Buarque (DF).
- É um nome que todos respeitamos. Além da fundamentação política em educação ele poderia fazer uma reflexão sobre a área econômica - explicou.
André Figueiredo afirmou que o relacionamento com a presidenta Dilma Rousseff “é o melhor possível” e que o PDT não ingressará em um movimento pró-impeachment.
- Não ingressaremos no movimento do impeachment. Consideramos um golpe. Não vemos fatos ou indícios para que justifique que se deflagre uma operação de crime de responsabilidade - afirmou.
Ministério do Trabalho
Ele disse que o partido ainda não deixou o Ministério do Trabalho, ocupado por Manoel Dias, em função de um pedido feito pela própria presidenta, mas que a saída de Dias poderá ocorrer quando o governo anunciar a próxima reforma ministerial.
Mesmo ao destacar as boas relações com o Planalto, o líder disse que o partido enfrenta dificuldade de relacionamento com a base na Câmara dos Deputados. Ele citou divergências em relação a matérias recentes, como a que elevou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos para 20%. Durante votação em plenário, o PDT apresentou uma emenda para tentar aumentar a cobrança para 35%.
- Seria mais que justo os bancos, que estão auferindo lucros inéditos em termos de montantes, darem contribuição maior - defendeu.
Para o deputado, a medida indica um caminho alternativo para as previsões de déficit nas contas do próximo ano.
- Quisemos na semana passada mostrar que existe um caminho para isso, que é tributar quem ganha muito - acrescentou.
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