O Partido Democrático Brasileiro (PDT) entra na segunda-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), com pedido de liminar, contra a Medida Provisória 232, que corrigiu a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 10% e aumentou a tributação sobre empresas prestadoras de serviços. O partido vai contestar o aumento da base de cálculo para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 32% para 40%.
- Acertamos com o governo que iria corrigir a tabela do Imposto de Renda, aí eles inventaram um jeito de de taxar as pequenas e médias empresas e pessoas que trabalham como autônomas, o que vai ampliar o desemprego - disse o presidente estadual do partido em São Paulo e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
- Estou me sentindo traído.
Na Adin, os advogados do partido vão alegar que a medida provisória não atende aos requisitos de urgência e relevância exigidos pela Constituição. A idéia, porém, é pedir que se suspendam apenas os dispositivos que elevam a tributação sobre empresas prestadoras de serviços. O artigo que corrige a tabela do IR deverá ser mantido, segundo pretende o PDT.
- O governo do PT tem sede de aumentar impostos - queixou-se Paulinho.
- Ai, que saudades do Everardo! - disse, referindo-se a Everardo Maciel, que foi secretário da Receita Federal nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e era constantemente criticado por sua "sanha arrecadatória".
O sindicalista disse que o acordo para corrigir a tabela foi firmado com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e com o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além do PDT, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também estuda a possibilidade de questionar a MP 232 na Justiça. O presidente da entidade, Roberto Busato, está montando um grupo de especialistas que analisarão o texto da MP.
PDT tenta na Justiça derrubar aumento do IR para prestadores de serviços
Sexta, 07 de Janeiro de 2005 às 14:51, por: CdB