Mesmo partidos médios, que teoricamente não precisariam se preocupar com a cláusula de barreira, redefiniram estratégias a fim de ultrapassar, com folga, os percentuais mínimos de desempenho exigidos por lei. A opção do PDT foi o lançamento de candidato próprio à presidência, em uma chapa "puro sangue".
- A candidatura própria fortalece a tese do voto na legenda do 12, na legenda do PDT e dá uma cara e uma fisionomia para o partido ser respeitado nacionalmente - justifica o presidente do partido, Carlos Lupi.
Nas eleições de 2002, o PDT elegeu 21 deputados federais, com 5,124% dos votos válidos - pouco acima do desempenho de 5% exigido por lei.
- Considero que a candidatura à Presidência da República é fundamental para nos ajudar a ultrapassar, com folga, a cláusula de barreira. Na última eleição nós não tivemos candidato à presidência, e isso prejudicou um pouco. Passamos dois anos trabalhando, fortalecendo os palanques federais em cada estado. Hoje, temos candidatos a deputados federais em nominatas fortes nas 27 unidades da federação. Acreditamos que elegeremos pelo menos um deputado em 24 estados - diz Lupi.
Segundo ele, o PDT construiu candidatura própria em 12 estados e, nos outros, se aliou a partidos sem candidato à presidência da República, como PMDB, PPS e PSB.