Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

PDBG recebe R$ 58 milhões para concluir primeira fase

Sexta, 30 de Março de 2007 às 14:16, por: CdB

O PDBG (Programa de Despoluição da Baía de Guanabara) ganhou nesta sexta-feira um reforço para conclusão de sua primeira fase, com a assinatura de contrato para liberação de cerca de R$ 58 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental. Assinado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, e pelo presidente da Nova Cedae, Wagner Victer, o contrato visa à conclusão das obras na Estação de Tratamento de Esgoto de Alegria, no bairro do Caju.

A Estação Alegria atende a uma das regiões que mais despejam esgotos diariamente na baía, concentrando o centro do Rio, e os bairros da Leopoldina, São Cristóvão, Benfica, Caju, Mangueira, Maracanã, parte da Tijuca, Vila Isabel, Manguinhos, Jacarezinho e Riachuelo. 

Segundo a assessoria de imprensa da Nova Cedae, a expectativa é que, a partir de maio do ano que vem, o esgoto dos bairros seja transformado em água tratada, e não mais despejado in natura no mar.

A presidente do Instituto Baía de Guanabara, Dora Hees, que acompanha há anos o Programa de Despoluição, afirmou, entretanto, que o dinheiro não será suficiente para o término da obra.
Ela informou que outras estações de tratamento de esgoto que já tiveram suas obras concluídas ainda não estão atuando da forma esperada. A Estação de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, por exemplo, estaria funcionando precariamente, não dando conta do esgoto produzido no município.

Dora Hees disse, no entanto, que, embora a primeira fase do programa de despoluição da Baía de Guanabara, que previa o tratamento do esgoto doméstico e industrial, não tenha sido concluída, alguns resultados positivos já podem ser comprovados.

- Hoje, o problema do lixo industrial quase não existe mais, e a gente pode afirmar que a grande maioria das empresas e indústrias está tratando os seus despejos -, explicou. 

O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, implantado há mais de dez anos pelo governo estadual do Rio de Janeiro, foi dividido em quatro fases para tratamento das águas. A previsão para o término da primeira etapa, que até hoje não foi finalizada, era de cinco anos. Segundo Dora Hees, a demora se deveu à dificuldade de repasse dos recursos estrangeiros utilizados nas obras.

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