Rio de Janeiro, 02 de Abril de 2026

PCC intensifica ataques no interior de SP

Cidades do interior do Estado de São Paulo foram os principais alvos dos ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), na madrugada desta terça-feira, após uma seqüência de incêndios a ônibus na região metropolitana. Quatro suspeitos foram mortos. Desde a noite de domingo, os ataques atribuídos ao PCC somam quase 100. (Leia Mais)

Terça, 08 de Agosto de 2006 às 08:38, por: CdB

Cidades do interior do Estado de São Paulo foram os principais alvos dos ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), na madrugada desta terça-feira, após uma seqüência de incêndios a ônibus na região metropolitana. Quatro suspeitos foram mortos. Desde a noite de domingo, os ataques atribuídos ao PCC somam quase 100.

Os casos mais graves ocorreram em Cotia (Grande São Paulo). Dois homens, identificados como Celso Alves da Silva e Fábio Santana de Souza , foram mortos em tiroteio com PMs. Eles eram suspeitos de terem arremessado um coquetel molotov e atirado no Centro Municipal Bancário. Os dois cumpriam pena em regime semi-aberto em Franco da Rocha (Grande São Paulo).

Um terceiro suspeito foi morto, também em Cotia, em uma troca de tiros com guardas civis. De acordo com a PM, ele havia participado, minutos antes, de um ataque a uma agência da Nossa Caixa que fica perto da prefeitura. Um de seus supostos comparsas foi preso. Houve ao menos mais um ataque, um incêndio a ônibus, na mesma cidade.

Outro suspeito identificado como Ulicio Machado Ribeiro, 50, foi morto na capital. Segundo a PM, ele era um dos ocupantes de um carro que passou a ser perseguido depois de cruzar a avenida Cupecê, no Jardim Miriam (zona sul de São Paulo), em alta velocidade. Durante a fuga, os suspeitos bateram em um poste, mas seguiram a pé. Um deles conseguiu escapar.

Somados aos dois mortos contabilizados no balanço divulgado segunda-feira pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, chega a seis o número de suspeitos mortos desde o começo desta terceira série de ataques.

Na segunda-feira, ao menos duas pessoas ficaram feridas. Um homem de 29 anos e uma mulher de 43 foram atingidos por estilhaços após a explosão de um coquetel molotov, no hipermercado Extra, em Interlagos (zona sul de São Paulo). Eles foram socorridos e passam bem.

Mais ataques

Entre a noite de segunda-feira e a madrugada desta terça, mais prédios públicos foram atacados, principalmente no interior do Estado.

Em Miguelópolis (460 km ao norte de São Paulo), criminosos jogaram uma bomba dentro do departamento pessoal da prefeitura, à 1h30. Há suspeitas de que o mesmo grupo tenha incendiado um prédio da Igreja Internacional da Graça de Deus, que fica nas proximidades. O fogo foi controlado por caminhões-pipa da prefeitura e de uma usina da região.

Em Sumaré (120 km a noroeste de São Paulo), criminosos atiraram um coquetel molotov contra a Câmara Municipal, à 1h20.

Uma base fixa da Guarda Civil Municipal (GCM) de Piracicaba (162 km a noroeste da capital) foi atacada à 0h. Um ônibus também foi incendiado na cidade.

Na cidade de Hortolândia (105 km a noroeste da capital), ocupantes de três carros armados com pistolas .40 e .380 atiraram contra o 2º Distrito Policial, às 22h30 de segunda-feira. O imóvel estava fechado no momento do ataque, e ninguém ficou ferido.

Houve ao menos outros três ataques na cidade: a casa de um guarda municipal, no Jardim Amanda, foi alvejada por tiros; um ônibus e uma agência bancária foram incendiados.

Em Limeira (151 km a noroeste de São Paulo), criminosos atiraram contra um prédio da Receita Federal; contra a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e contra a fachada da TV Jornal de Limeira.

Em Indaiatuba (102 km a noroeste de São Paulo), dois homens que seguiam em uma moto atiraram contra o prédio do Demutran (Departamento Municipal de Trânsito), às 23h30 de segunda. Os tiros atingiram uma vidraça e um carro do departamento.

Em Louveira (73 km a noroeste de São Paulo), os ocupantes de três motos atiraram em uma base da Guarda Municipal e um Banco do Brasil.

Em Araraquara (273 km a noroeste de São Paulo), à 0h30 desta terça, um homem atirou contra a porta do prédio desativado do Fórum da Infância e Juventude. Um coquetel molotov ainda atingiu uma agência do Banco do Brasil; e a casa de um sargento

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