Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

PCC inicia congresso para mudar rumos econômicos de Cuba

Os delegados ao VI Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC) iniciaram neste domigo o trabalho em comissões com o propósito de adiantar os debates que conduzam à atualização do modelo econômico do país.

Domingo, 17 de Abril de 2011 às 10:45, por: CdB
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Os delegados ao VI Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC) iniciaram neste domigo o trabalho em comissões com o propósito de adiantar os debates que conduzam à atualização do modelo econômico do país. Ao todo, 1 mil participantes se concentrarão em cinco comissões responsabilizadas por levar a termo a aprovação do objetivos expressos nos Alinhamentos da política econômica e social do Partido e a Revolução, um projeto de transformações estruturais e conjunturais que soma 311 parágrafos. Durante a abertura do encontro, que termina no próximo dia 19, o segundo-secretário do PCC, Raúl Castro, defendeu a continuidade da Revolução e o rejuvenescimento sistemático da direção da organização e do Governo. Ao apresentar o Relatório Central na abertura do Congresso, na véspera, colocou a necessidade da formação de quadros substitutos suficientemente preparados para assumir as maiores responsabilidades perante a nação. O também presidente cubano afirmou que o rejuvenescimento deverá incluir desde os cargos na base até as principais responsabilidades. O congresso também será designado neste encontro. Castro também recomentou a limitação de um máximo de dois períodos consecutivos de cinco anos para o exercício dos cargos na máquina pública e no PCC, além de manifestar seu apoio ao reforço da institucionalidade no país, que será garantia por uma política de renovação do socialismo em Cuba. Ele também anunciou a Conferência Nacional do PCC para janeiro de 2012. No documento, o dirigente partidário alertou para a necessidade de se reduzir os níveis de improviso e as decisões apressadas no gerenciamento econômico do país e referiu-se à necessidade das racionalizações para obter maiores resultados com despesas menores. "Não se pode gastar mais do que se ganha", ratificou o chefe de Estado diante dos 997 delegados do PCC presentes à reunião no Palácio das Convenções. Raúl Castro destacou que, na realidade, o Congresso do PCC começou há meses pois, desde dezembro passado até dia 28 de fevereiro, desenvolveu-se o debate sobre o projeto de alinhamentos em mais de 163 mil assembleias com a participação de oito milhões 913 mil pessoas. – Este processo colocou à prova a capacidade do PCC de promover um diálogo transparente com toda a população cubana, sobretudo quando se trata de buscar um consenso nacional sobre as profundas transformações que devem caracterizar o modelo econômico e social do país – afirmou Raúl. Em seu discurso, o estadista assegurou que o país caribenho continuará se defendendo das agressões dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que reiterou a disposição ao diálogo bilateral baseado no respeito mútuo. O líder do PCC apontou ainda que "a administração estadunidense segue com seus planos de destruir à Revolução cubana, e atualmente financia projetos para subverter a ordem da nação".
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