O Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria usando caminhões para distribuir leite e cestas básicas para famílias de presos que colaboram com a facção. Parentes de detentos acreditam que a entrega regular dos alimentos, suspensa desde o início da série de rebeliões em maio, foi retomada por causa do crescente descontentamento com o PCC, dentro e fora das prisões. A facção também estaria reforçando o quadro de advogados, desfalcado depois da prisão de alguns profissionais.
Cerca de mil cestas e 1,5 mil litros de leite longa vida foram entregues entre o fim da semana passada e segunda-feira, segundo as famílias dos presos.
- É para mostrar que o PCC não abandona os afiliados - disse a mulher de um presidiário de Araraquara.
Detentos dessa unidade e da Penitenciária de Itirapina estão revoltados com as condições precárias em que estão desde a destruição dos presídios, feita por ordem do PCC. Além de parentes desses presos, as cestas estão sendo entregues às famílias dos detentos do Presídio de Presidente Venceslau e às dos presos mantidos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em Presidente Bernardes.
Advogados
A mulher também revelou que a facção está reforçando o quadro de advogados.
- As vezes tem preso com direito a sair e não tem como pagar (o advogado). O partido cuida disso para a família, sem cobrar nada - disse.
No entanto, ela reconhece que, se o comando da facção pede alguma coisa para o preso, ele não pode negar.
- Agora, a maioria desses ataques não foi encomenda (do PCC). Tem muito bandidinho tirando proveito da situação - disse.