Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2026

Pauta na Câmara volta à normalidade e prorrogação da CPMF deverá ser votada

Os deputados federais votaram na noite de quarta-feira, em três sessões deliberativas, 13 medidas provisórias, aprovando 11 e rejeitando duas. Com isso, o presidente da Casa, Aécio Neves, avaliou, nesta quinta-feira, que o caminho para a aprovação, na próxima semana, da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) até 2004 está aberto.

Quinta, 18 de Abril de 2002 às 14:10, por: CdB

Os deputados federais votaram na noite de quarta-feira, em três sessões deliberativas, 13 medidas provisórias, aprovando 11 e rejeitando duas. Com isso, o presidente da Casa, Aécio Neves, avaliou, nesta quinta-feira, que o caminho para a aprovação, na próxima semana, da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) até 2004 está aberto. O governo calcula que a suspensão da cobrança trará perdas de cerca de R$ 400 milhões por semana à arrecadação da União. Os deputados devem examinar, na próxima semana, dois dispositivos que faltam para concluir o segundo turno de votação da emenda da CPMF, o chamado "imposto do cheque". O líder do Partido da Frente Liberal (PFL) na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira, afirmou nesta quinta-feira que, qualquer que seja o resultado sobre a verticalização das coligações, a ser julgada no Supremo Tribunal Federal (STF), o partido aprovará a prorrogação da CPMF, apesar de rompido com a base governista. Entretanto, Inocêncio acredita que a prorrogação poderá esbarrar no Senado, em razão de o ministro da Fazenda, Pedro Malan, ter anunciado, no começo da semana, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de compensar as perdas com a CPMF. Já o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira informou que, após a aprovação na Casa, o Senado não criará problemas para aprovar a prorrogação da CPMF.

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