O senador Paulo Paim (PT-RS) decidiu manter o mistério em torno de seu voto no primeiro turno da reforma da Previdência. Paim quer avanços claros na questão do subteto do funcionalismo público estadual, nas regras de transição, na paridade entre ativos e inativos e na taxação dos inativos para votar a favor da reforma proposta pelo governo.
Se o governo não firmar ao menos um compromisso sobre estes pontos, Paim disse que vota contra a reforma. "A priori, voto contra a reforma. Se não avançar na negociação, voto contra", disse.
A decisão só será tomada nesta terça-feira, depois de reunião com o presidente nacional do PT, José Genoíno, e com o líder do Governo no Senado, Aloízio Mercadante (PT-SP). Paim quer um compromisso de que a PEC paralela seja votada em um mês para mudar sua intenção de voto. "Se ficar claro e garantido que dentro de 30 dias vota a PEC paralela, voto a favor".
O problema é que para aprovar a PEC paralela em 30 dias será preciso convocar extraordinariamente o Congresso Nacional e convencer os deputados a derrubarem todos os prazos regimentais por acordo de líderes. Para Paim, isso não será problema se o governo quiser mesmo aprovar a reforma alternativa neste prazo. "Sabe-se que nesta casa, quando há vontade política se aprova qualquer coisa em tempo recorde", declarou o senador.
Questionado se estaria disposto a aceitar as punições do partido caso vote contra a reforma, Paim se mostrou disposto a sair do partido se o partido decidir expulsa-lo. "Estou disposto a encarar a realidade", completou Paulo Paim.
Paulo Paim faz mistério sobre voto da Previdência
Segunda, 24 de Novembro de 2003 às 15:33, por: CdB