O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou nesta sexta-feira que os ministros de Estado não precisarão devolver seus cartões corporativos, que são pivô de escândalo que culminou na saída da ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, e que acirra ânimos no Congresso Nacional em torno da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
— O que nós estamos recomendando é que nenhum ministro tenha o cartão no nome dele —, acrescentou o ministro.
Segundo Bernardo, o secretário-executivo da pasta, João Bernardo Bringel, enviou nesta sexta-feira "carta ofício" aos ministros, e autoridades do mesmo nível, sobre a "inconveniência do uso do cartão pela própria autoridade" para efetuar pagamento de despesas de serviços.
O ofício-circular número 52, com a recomendação do Ministério do Planejamento, se baseia, segundo o governo federal, no artigo 7º do Decreto 5.355/05, que diz que o Ministério do Planejamento poderá expedir normas complementares sobre o uso do Cartão de Pagamentos.
O anúncio do Ministério do Planejamento vem dois dias após a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmar que, para dar mais "transparência", o governo estaria "tirando" o cartão dos ministros de Estado.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o argumento para a manutenção dos cartões dos ministros, apesar da "recomendação" pelo não uso, é que alguns deles, por razões próprias, podem entender que sua utilização se faz eventualmente necessária.
Paulo Bernardo diz que ministros não têm que devolver cartão
Sexta, 08 de Fevereiro de 2008 às 17:17, por: CdB