Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Paulo Bernardo diz que fim da CPMF só agrada a sonegadores

Quarta, 21 de Novembro de 2007 às 17:31, por: CdB

Quem não gosta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é sonegador, disse nesta quarta-feira o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele ressaltou que o tributo dificulta a sonegação por causa da cobrança automática nas transações financeiras e facilita a fiscalização já que ficam “visíveis” os valores movimentados.

— Eu disse outro dia e o pessoal ficou meio bravo comigo. Na verdade, quem não gosta da CPMF são os sonegadores. Esses são os principais opositores à CPMF que acham que tirando o imposto vão ter a oportunidade de um afrouxamento na fiscalização e na arrecadação —, declarou.

Paulo Bernardo afirmou ainda que chegou a defender a criação de um cronograma de redução da CPMF a longo prazo. A proposta, segundo ele, deve ser incluída na Reforma Tributária que o governo pretende enviar ao Congresso até o final do mês.

O ministro defendeu a entrada da Venezuela no Mercosul. Segundo Bernardo, não cabe ao governo brasileiro avaliar se o país vizinho é democrático nem julgar o mérito do referendo que permitirá a reeleição do presidente Hugo Chávez por tempo indeterminado.

— Não é o governo que vai dizer quem é democrático ou não. Temos que ter a avaliação de organismos internacionais —, ressaltou.

— Não sei de nenhum organismo internacional, ONU [Organização das Nações Unidas], organização dos estados americanos que tenha feito alguma condenação a uma eventual falta de democracia na Venezuela, portanto, não é o governo brasileiro que vai fazer esse julgamento —, concluiu o ministro.

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