O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), deixou a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na tarde desta terça-feira, afirmando que as denúncias sobre seu suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não passam de perseguição política.
O parlamentar esteve na Superintendência da PF para apresentar ao delegado Rodrigo Levim a nota divulgada pelo BNDES, no final do mês passado. No documento, o banco estatal garante que a auditoria interna instaurada para apurar a concessão de empréstimo à prefeitura de Praia Grande e às Lojas Marisa não encontrou nenhum irregularidade nas operações.
- Ficou comprovado que isso [as denúncias] é uma grande perseguição contra mim, devido ao trabalho que tenho feito no Congresso - afirmou Paulinho, negando-se a responder outras perguntas dos jornalistas que o aguardavam na Superintendência da PF. Segundo o delegado, não há nenhuma novidade na nota apresentada pela parlamentar.
De acordo com o advogado de Paulinho da Força, Antonio Rosella, o deputado atendeu à convocação da PF para “prestar esclarecimento” sobre as denúncias, e não para prestar depoimento. Durante as mais de duas horas em que permaneceu na superintendência, o parlamentar respondeu a todas as perguntas feitas pelo delegado.
- Ele [o deputado] esclareceu que não conhece as pessoas [supostamente envolvidas no esquema] e nem participou de qualquer ato em relação aquilo que consta do inquérito da Polícia Federal - disse o advogado.
Rosella descartou também a possibilidade de seu cliente ser indiciado no inquérito aberto durante a Operação Santa Tereza.
- Não existindo nenhum problema com os financiamentos, não existe qualquer problema com o deputado - disse o advogado. Segundo ele, não há nada nenhuma irregularidade comprovada em relação à Organização Não-Governamental (ONG) Meu Guri, presidida pela mulher de Paulinho da Força, Elza de Fátima Costa Pereira.