O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, voltou a negar, nesta quarta-feira, durante depoimento no Conselho de Ética da Câmara, que teria pago serviços prestados pelo advogado Ricardo Tosto com verba indenizatória do gabinete.
- Que eu saiba, não tem pagamento para o senhor Ricardo Tosto na minha prestação de contas. Tenho certeza de que não existe isso - afirmou.
Sobre os R$ 37 mil que João Pedro Moura, suposto assessor de Paulinho, teria doado a ONG Meu Guri – do assessor e de sua esposa, ligada à Força Sindical – o deputado esclareceu que o dinheiro seria usado para pagar dívidas de um apartamento cedido por João Pedro à ONG. Paulinho afirma que, como a Meu Guri não teria conseguido vender o imóvel, usou a quantia para pagar as despesas com condomínio e outros impostos do apartamento.
- Meu Guri negociou com ele (João Pedro Moura). Não seria justo ele pegar o apartamento de volta e não deixar nada para as crianças. Então a ONG conseguiu R$ 37 mil com ele - refutou.
O depoimento está ocorrendo neste momento na Câmara.