Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Pastor condenado a 15 anos por estupro permanece preso

O pastor Marcos Pereira da Silva foi condenado a 15 anos de prisão por estupro de uma seguidora da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, da qual ele era líder.

Sexta, 13 de Setembro de 2013 às 07:23, por: CdB
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O pastor Marcos Pereira da Silva foi condenado a 15 anos de prisão por estupro de uma seguidora da Igreja Assembleia de Deus
O pastor Marcos Pereira da Silva foi condenado a 15 anos de prisão por estupro de uma seguidora da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, da qual ele era líder. Marcos Pereira está preso desde 8 de maio, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A condenação foi feita pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O crime foi cometido no final de 2006, dentro de igreja. Segundo denúncia do Ministério Público, o pastor se valeu da condição de presidente da congregação para cometer o estupro. Além disso, segundo o Ministério Público, Marcos Pereira amedrontava as fieis, dizendo que, se contassem sobre o estupro a outras pessoas, seriam possuídas por espíritos malignos e sentiriam “o peso das mãos de Deus”. No início deste mês, o Ministério Público também denunciou Marcos Pereira por associação para o tráfico. Segundo o documento, o pastor se associou a Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, líder de uma das principais organizações criminosas do Rio de Janeiro, em 1993, atuando inicialmente como homem de ligação entre criminosos presos e aqueles em liberdade. O Ministério Público acusa o pastor de usar templos de sua igreja para esconder criminosos foragidos e armas da organização. Ele também é acusado de convencer os seguidores a esconder criminosos e a depor a favor deles. Segundo a 17ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Estado, a prisão do pastor por estupro foi um dos motivos que levaram criminosos a fazer ataques contra a sede da organização não governamental AfroReggae, no Complexo do Alemão, nos últimos meses. O diretor da ONG, José Júnior, testemunhou contra Marcos Pereira no caso do estupro.
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