O ex-zagueiro Daniel Passarella estréia nesta quarta-feira como técnico do Corinthians com a missão de contrariar seu próprio retrospecto na prancheta e convencer o iraniano Kia Joorabchian, chefe da MSI, de que é o homem certo.
O primeiro desafio do argentino, que em seus dois dias de trabalho só deu atenção à defesa, é nesta quarta, às 21h45, contra o Cianorte, na cidade paranaense de Maringá, pela Copa do Brasil.
Os números do novo treinador corintiano conflitam com o ideal de comando desejado por Kia. O executivo iraniano, no último domingo, declarou ao programa 'Mesa Redonda', da TV Gazeta:
- Um time com jogadores da qualidade que nós temos não pode se limitar a jogar defensivamente. Nossos torcedores lutam para acompanhar o time e querem ver a equipe no ataque - disse ele.
- A equipe não tem equilíbrio defensivo. Vi erros e trabalhei isso. O Corinthians marcava zona e não gostei. Não vi o time sólido. Eu trabalho diferente. Vamos marcar mais homem a homem - disse Passarella.
No Corinthians de Passarella, todos terão funções defensivas, incluindo as quatro estrelas que formam o meio-de-campo e o ataque. No coletivo de terça, isso ficou claro. Carlos Alberto, Roger, Gil e Tevez foram bastante orientados pelo chefe sobre o posicionamento defensivo.
"Ele quis que marcássemos a saída de bola. Além disso, ele pede uma maior atenção ao nosso posicionamento", explicou o atacante Gil. Além disso, Passarella trabalhou a movimentação do time e os lances de bola parada.
Passarella simulou o esquema tático que deve ser usado pelos paranaenses, o 3-5-2. Os atacantes corintianos tiveram muita dificuldade para superar os três zagueiros. "O Cianorte pode ser uma equipe pouco conhecida, mas será um jogo difícil. Ainda falta dinâmica na nossa equipe", analisa.
"É lógico que do meio-campo do Corinthians para a frente a atenção precisa ser mais rigorosa", afirmou o treinador do Cianorte, Caio Júnior.