Apesar de um pedido inicial que assustou a diretoria do Coríthians, a imprensa argentina dá como certa a contratação do técnico Daniel Passarela pelo clube paulista. O técnico está sendo esperado ainda nesta quarta-feira em São Paulo para assinar seu contrato com o clube, ganhando algo em torno de R$ 100 mil mensais. O atacante Tevez chegou a sugerir o nome de Carlos Bianchi, mas prevaleceu o do capitão da Seleção Argentina campeã mundial de 1978.
O pedido salarial de Passarella foi uma das razões que impossibilitaram o anúncio já nesta terça-feira, mas segundo o diário argentino Olé, esse problemas está praticamente superado.
- Se a diferença (entre o pedido de Passarella e o oferecido pelo Corinthians) fosse inegociável, não iríamos até lá - disse uma pessoa ligada ao treinador.
Conhecido por seu estilo durão, o argentino também deixou claro na reunião que teve com dirigentes do Corinthians e do MSI que não permitirá interferência em seu trabalho. Quer autonomia para tomar todas as decisões ligadas à equipe.
Passarella fez questão de destacar esse ponto após tomar conhecimento que Kia Joorabchian, presidente do MSI, invadiu o vestiário após a derrota de domingo para o São Paulo e criticou a atuação da equipe. A atitude do cartola foi a gota d'água no relacionamento entre o iraniano e o técnico Tite, que nunca se entenderam.
Passarella, sem clube neste momento, ficou famoso ao treinar o River Plate, mas a sua carreira foi marcada pela confusão com alguns astros da seleção argentina nos anos 90, como o caso envolvendo o volante Fernando Redondo, que se recusou a cortar o cabelo - exigência do técnico.
Nos últimos anos, o capitão da Argentina na Copa de 1978 teve passagens rápidas e apagadas pelo futebol mexicano e pelo Parma, da Itália.