Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Passagem de ano em homenagem às vítimas

Em vários países, as comemorações do ano-novo foram reduzidas ou serviram para arrecadar doações para as vítimas da catástrofe provocada pelo maremoto no Oceano Índico. A tradicional queima de fogos de artifício em Sydney, na Austrália, seguiu adiante após autoridades afirmarem que era tarde demais para cancelar o evento. (Leia Mais)

Sábado, 01 de Janeiro de 2005 às 07:33, por: CdB
Em vários países, as comemorações do ano-novo foram reduzidas ou serviram para arrecadar doações para as vítimas da catástrofe provocada pelo maremoto no Oceano Índico.

A tradicional queima de fogos de artifício em Sydney, na Austrália, seguiu adiante após autoridades afirmarem que era tarde demais para cancelar o evento.

Mas, antes do início da queima de fogos, cerca de 1 milhão de pessoas fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas. No evento, também foram recolhidos donativos para os sobreviventes.

Na Indonésia, o país mais atingido pelo maremoto em número de mortes, a queima de fogos de artifício foi cancelada na capital, Jacarta.

O prefeito da cidade disse que a verba da festa será desviada para a ajuda às vítimas.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyno, usou seu pronunciamento anual para pedir união nacional frente ao desastre e pediu que os indonésios orassem pelo país.

"Estamos fornecendo comida e bebidas de graça, mas nada alcoólico. Definitivamente, agora não é hora para fazer festa ou celebrar", disse Thanarat Jadpatananon, dono de um resort turístico, à agência de notícias AFP.

O premiê Thaksin Shinawatra pediu para que não dosse realizada a tradicional contagem regressiva na capital, Bangcoc. Ela foi substituída por rituais budistas.

Quebrando uma tradição indiana, o palácio presidencial de Nova Déli ficou apagado na última noite do ano.

Resto do mundo

Em Nova York, a tradicional queima de fogos na Times Square foi precedida por um minuto de silêncio. O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, disse que o começo do novo ano era também um momento "para admitir o quão felizes nós somos", afirmou Bloomberg.

Na capital da França, Paris, as árvores e ornamentos dos Champs Elysee, tradicional ponto onde ocorre a festa de Ano Novo, foram cobertos de negro.

Em Londres, cerca de 150 mil pessoas observaram dois minutos de silêncio antes da queima de fogos às margens do rio Tâmisa.

Já na Turquia, um país freqüentemente afetado por terremotos, a grande festa planejada para a praça Taksim, em Istambul, foi cancelada pelo prefeito da cidade.

Na Suécia, ocorreu uma vigília noturna para lembrar as vítimas do país que morreram na tragédia. Por todo o país, as bandeiras foram alçadas a meio-pau.

Dia de luto

A Suécia, a Finlândia e a Noruega guardam neste sábado um dia de luto pelos seus cidadãos mortos na tragédia.

Autoridades estimam que o maremoto matou cerca de mil suecos. Mais de 4,5 mil pessoas de países nórdicos estão desaparecidas na região do maremoto.

O primeiro-ministro sueco Göran Persson pediu solidariedade nacional em seu discurso de final de ano.

Sem álcool

As comemorações também foram canceladas nos demais países atingidos pelo maremoto como por exemplo Tailândia, Malásia e Sri Lanka.

O governo tailandês pediu para aos hotéis de luxo que não vendessem bebidas alcoólicas.

Em Phuket, na Tailândia, onde milhares de pessoas morreram, os sobreviventes se reuniram, mas não houve muita comemoração.

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