Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Passageiros relataram problemas na movimentação dos trens, diz delegado

A Polícia Civil já ouviu o depoimento de 130 passageiros dos trens que colidiram na noite de segunda-feira em Mesquita, na Baixada Fluminense. Segundo o delegado responsável pelo caso, Matheus de Almeida, as vítimas relataram que os trens apresentavam problemas antes de chegar à Estação Juscelino, onde houve a colisão.

Quarta, 07 de Janeiro de 2015 às 10:44, por: CdB
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Os depoimentos dos passageiros contradizem o de Carlos Henrique da Silva França, maquinista da composição, atingida na parte traseira
  A Polícia Civil já ouviu o depoimento de 130 passageiros dos trens que colidiram na noite de segunda-feira em Mesquita, na Baixada Fluminense. Segundo o delegado responsável pelo caso, Matheus de Almeida, as vítimas relataram que os trens apresentavam problemas antes de chegar à Estação Juscelino, onde houve a colisão. Os depoimentos dos passageiros contradizem o de Carlos Henrique da Silva França, maquinista da composição, atingida na parte traseira. “O maquinista falou que o trajeto da Central até a Estação Juscelino transcorreu em aparente normalidade. As vítimas relataram alguns problemas no trajeto: foi uma viagem um pouco mais demorada, com algumas paradas maiores nas estações e algumas entre as estações”, disse o delegado. De acordo com Almeida, o maquinista ouvido nesta terça deverá prestar depoimento novamente por causa das divergências entre ele e os passageiros. Já o maquinista da composição que se chocou contra o trem parado na estação e o coordenador do centro de operações da Supervia (empresa que administra os trens) devem prestar depoimento ainda nesta quarta-feira. - O depoimento deles é fundamental para a gente ver se houve falha humana, falha de sinalização ou de comunicação entre o maquinista e o coordenador do centro - acrescentou o delegado. Além dos dois, mais de 40 passageiros estivera na delegacia para ajudar nas investigações. É o caso da doméstica Ana Claudia Leite, que machucou o braço no acidente. “No hospital mesmo fui orientada a prestar depoimento. Já em casa, meu marido falou para eu vir, até porque eles precisam saber o que aconteceu”, disse a vítima. Segundo Almeida, o inquérito apura lesão corporal, mas o resultado depende das perícias que foram feitas nos trens e no local do acidente.
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