Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Passa de mil o número de mortos nos ataques de Israel a Gaza

Sábado, 26 de Julho de 2014 às 07:45, por: CdB
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Paramédicos palestinos removem corpos de vítimas fatais do bombardeio israelense contra o bairro de Shuja'iya, na Cidade de Gaza, durante o breve cessar-fogo
Os chanceleres dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França, da Alemanha, da Itália, além do Catar e da Turquia pediram, neste sábado, a ampliação da trégua de 12 horas em vigor na Faixa de Gaza entre Israel e o movimento islâmico Hamas, quando o número de mortos já ultrapassava a casa do primeiro milhar. Desde o início do cessar-fogo temporário, às 8h do horário local (2h, no horário de Brasília), foram retirados dos escombros mais de 80 corpos de palestinos. A trégua humanitária deve terminar às 20h (14h, no horário de Brasília). Após reunião em Paris, o ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Laurent Fabius, anunciou o pedido em nome dos chanceleres. – Esta reunião foi positiva, permitiu definir orientações comuns para a ação internacional a favor de um cessar-fogo em Gaza. Todos nós apelamos às partes para que prolonguem o cessar-fogo humanitário, que está atualmente em vigor, por 24 horas renováveis – disse. Segundo Fabius, o objetivo dos países é facilitar um acordo de cessar-fogo duradouro o mais breve possível. – Um cessar-fogo duradouro negociado, que responda às necessidades legítimas israelenses em termos de segurança e às necessidades legítimas palestinas de acesso e desenvolvimento socioeconômico – disse. Os chanceleres pediram solidariedade das duas partes com as populações civis “duramente atingidas” pelos combates e ressaltaram a importância da participação da Autoridade Palestina nas negociações. – Estamos convencidos da necessidade de associar a Autoridade Palestina a estes objetivos – adiantou. Os ministros das Relações Exteriores de Israel, da Palestina e do Egito não participaram do encontro, chamada pela França de "reunião internacional de apoio ao cessar-fogo humanitário em Gaza". O chanceler francês, no entanto, telefonou para eles repassando o que foi discutido no encontro. O ministro alemão, Frank-Walter Steinmeier, ressaltou que o momento não é de procurar "responsabilidades pela atual escalada" da violência, mas "encontrar uma posição comum que faça parar as mortes". Após pressão da comunidade internacional, principalmente dos Estados Unidos e do Egito, principais países envolvidos nas negociações, Israel e o Hamas concordaram em um cessar-fogo de 12 horas, período aproveitado como uma “janela de oportunidade” pelas equipes de emergência para resgatar corpos das vítimas dos escombros, transportar suprimentos e atender feridos, além da evacuação de pessoas da região para atravessar a fronteira rumo a outros países. Os últimos números indicam que chega a mil o número de palestinos que morreram desde o início do conflito, no dia 8 de julho, e mais de 6 mil pessoas ficaram feridas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 70% dos mortos são civis. Do lado israelense, 38 soldados morreram durante o massacre aos palestinos, além de dois civis e um trabalhado rural tailandês, que foram atingidos por tiros de morteiro. Sinal positivo Nesta manhã, pouco antes do fim previsto do cessar-fogo, Israel propôs estender a trégua humanitária na Faixa de Gaza por mais quatro horas, disse uma fonte do governo neste sábado. Não ficou imediatamente claro se islamistas do Hamas, que controlam Gaza, também aceitaram prolongar o cessar-fogo, originalmente de 12 horas, até a meia-noite (18h, no horário de Brasília). Os moradores da região aproveitaram a pausa no combate para recuperar os mortos e estocar suprimentos, inundando as ruas após o início do cessar-fogo e descobrindo cenas de destruição massiva em algumas áreas. – Tudo acabou, todas as nossas vidas estavam naquela casa, lar de 18 pessoas! Meu Deus, queremos paz, paz e que tudo isso pare! – gritou Zaneen, uma pequena mulher vestindo um robe negro e véu roxo, enquanto explorava os destroços da cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza. O gabinete de segurança de Israel estava reunido, neste sábado, para discutir os esforços internacionais, que estão sendo liderados pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, em Paris, para assegurar trégua mais duradoura. Mas o governo de Israel esteja disposto a estender o cessar-fogo, um ministro do gabinete de segurança, Gilad Erdan, disse que a possibilidade de acordo definitivo parece remota, sem que representantes de Israel, Egito ou da Autoridade Palestina presentes nas negociações em Paris. – Acho que estamos muito longe de uma solução diplomática. Faz muito mais sentido estarmos mais perto de expandir a operação militar – disse ele a um canal da televisão israelense. O porta-voz do ministério da Saúde de Gaza, Ashrak Al-Qidra, disse que equipes de resgate aproveitaram a trégua para explorar bairros destruídos e recuperaram mais de 100 corpos. Isso levou o número de fatalidades palestinas, a maioria delas civis, a mais de mil desde 8 de julho, quando Israel lançou sua ofensiva, com o fim de dar fim aos ataques de mísseis de Gaza. Pouco antes do início da trégua, 18 membros de uma única família, incluindo cinco crianças, morreram em ataque perto da cidade de Khan Younis, no sul do país, afirmaram médicos. Israel deixou claro que, apesar da trégua, seu exército continuará buscando túneis usados por militantes. O Hamas e aliados aceitaram os termos e não houve relatos de violência intensa durante o dia.
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