O Shas, partido ultra-ortodoxo israelense, decidiu nesta sexta-feira que não vai se juntar a uma coalizão liderada pela chanceler Tzipi Livni, disse um porta-voz do partido. A decisão torna praticamente inevitáveis as eleições no país.
Na quinta-feira, Livni estabeleceu o domingo como prazo final para formar um novo governo de coalizão ou anunciar o fracasso das negociações ao presidente, o que inicia o processo constitucional de convocação antecipada de eleições.
Roy Lachmnovich, porta-voz do Shas, disse em um comunicado que o partido não conseguiu chegar a um acordo com o Kadima, partido de Livni, em duas questões o status de Jerusalém e os benefícios do programa de bem-estar social para os pobres.
"O Shas pediu somente duas coisas... Ajuda financeira de verdade para os (financeiramente) pobres na sociedade israelense e proteção para Jerusalém", disse.
Lachamnovich disse que, como resultado, o líder espiritual do partido, o rabino Ovadia Yosef, que lidera o grupo que determina a política da sigla, decidiu não continuar as negociações para formar a coalizão.
Livni tem tentado fazer parcerias políticas desde o mês passado, quando foi eleita líder do Kadima, substituindo Ehud Olmert, que renunciou ao cargo de primeiro-ministro devido a um escândalo de corrupção.
Partido Shas diz que não participará de coalizão em Israel
Sexta, 24 de Outubro de 2008 às 07:58, por: CdB