O UMP (União por um Movimento Popular), partido do presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que irá levar adiante o seu ambicioso programa de reformas depois de conquistar a maioria nas eleições parlamentares de domingo.
Apesar de não ter conseguido a maioria esmagadora prevista nas pesquisas, o partido de centro-direita afirma ter conquistado um mandato com força para implementar as reformas.
O UMP conseguiu 313 cadeiras na câmara baixa do legislativo francês, a Assembléia Nacional, que tem 577 deputados. Os socialistas conseguiram mais do que o esperado, 186 vagas - o que significa um aumento de 37 deputados do Partido Socialista no Parlamento.
O ex-primeiro ministro Alain Juppé, que era tido como o homem forte do governo Sarkozy, renunciou ao cargo de ministro da Ecologia e Desenvolvimento Sustentável depois de perder sua vaga no Parlamento.
Cerca de 44 milhões de eleitores fizeram a escolha entre os 933 candidatos nas 467 regiões eleitorais em que não foram eleitos deputados no primeiro turno.
Impostos
O UMP pode ter sofrido estas perdas depois que os socialistas destacaram os planos do governo para o aumento de impostos.
Mas o primeiro-ministro de Sarkozy, François Fillon, disse que o resultado das eleições deste domingo valida os planos do novo governo para modernizar a França e sua economia.
"Sua participação resultou em uma escolha clara e coerente, que vai permitir que o presidente da República implemente seu projeto", disse.
O líder dos Socialistas, François Hollande, por sua vez, afirmou que o resultado foi "bom para o país".
"A onda azul (em referência às previsões de uma vitória esmagadora dos conservadores) que foi prevista... não aconteceu. Na nova assembléia vai haver diversidade e pluralismo", disse.
Comparecimento
O comparecimento dos eleitores franceses neste domingo foi baixo, cerca de apenas 60%.
O novo partido centrista Movimento Democrático (MoDem), do ex-candidato à presidência François Bayrou, segundo as pesquisas, deveria conseguir apenas duas cadeiras. O partido de extrema direita, Frente Nacional, não deve conseguir vagas no Parlamento.
O primeiro turno das eleições parlamentares, em 10 de junho, também foi marcado por uma abstenção recorde de quase 40% do eleitorado.
A UMP e seus aliados ficaram com 42% dos votos, e 99 dos candidatos foram eleitos deputados federais na primeira rodada por conquistarem mais de 50% dos votos.