Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Partido de Kirchner vence na Argentina mas perde Buenos Aires para os adversários

Segunda, 28 de Outubro de 2013 às 11:13, por: CdB
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Rossi, um dos principais ministro de Cristina Kirchner, avalia eleições de forma positiva
Ministro da Defesa da Argentina, Agustín Rossi disse, nesta segunda-feira, que o partido do governo – Frente para a Vitória (FPV) – é "a força mais importante que existe atualmente" no país. A legenda governista, apesar de ter sido derrotada nas eleições legislativas deste domingo em grandes distritos do país, como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé, manteve a maioria no Senado e na Câmara dos Deputados. Nacionalmente, o partido tem 37,7% dos senadores e 32,6% dos deputados. Até o momento, 97,3% dos votos foram apurados. – Vamos seguir honrando o mandato que nos deram os argentinos – disse Rossi. Segundo acrescentou o ministro, depois do pleito no último final de semana, a FPV se consolidou como a força eleitoral de nível nacional que mais teve respaldo. De acordo com o ministro, o governo manterá o projeto político que foi votado majoritariamente pelos argentinos em 2011 – quando a presidenta Cristina Kirchner foi reeleita. Agustín Rossi disse que a manutenção da maioria em ambas as Casas legislativas fortalece o partido e o governo de Cristina, que vai até 2015. – Essas eleições modificaram a composição dos corpos parlamentares e essa nova constituição não trouxe mudanças do ponto de vista do poder constitucional, pois, tanto em deputados quanto em senadores, temos as maiorias necessárias – explicou o ministro da Defesa. Rossi também falou do estado de saúde de Cristina Kirchner. Houve boatos de que ela não voltaria a assumir a chefia de Estado. – Ela está se recuperando e voltará a se reintegrar sem nenhum tipo de inconveniente à função de governo quanto terminar o período de recuperação – disse. A eleição legislativa realizada na véspera foi marcada pelo uso de recursos de tecnológicos e pela alta porcentagem de votantes: 75% da população apta. Dos mais de 23,3 milhões de votos válidos, mais de 593 mil foram de jovens de 16 e 17 anos que puderam participar das eleições pela primeira vez, segundo dados da Câmara Nacional Eleitoral. De acordo com o ministro do Interior, Florencio Randazzo, o pleito foi o mais bem organizado dos últimos 30 anos. Na capital Buenos Aires, o grande vitorioso foi o PRO - partido do empresário e chefe de governo da cidade, Mauricio Macri, que também é considerado presidenciável. Os candidatos dele ao Senado, Gabriela Michetti, e à Câmara dos Deputados, Sergio Bergman, obtiveram, respectivamente, 38,35% e 34,15% dos votos. Os militantes do partido vestiam uma camiseta amarela com a frase: Macri 2015. Em relação às eleições presidenciais de 2011, quando Cristina Kirchner foi reeleita com 54% dos votos, o governo sofreu grandes perdas - mas ainda assim continua sendo a primeira minoria no Congresso. O que está em jogo agora é definir as alianças políticas que serão formadas para disputar as eleições presidenciais de 2015. Pela Constituição, Cristina Kirchner não tem direito a um terceiro mandato.
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