Um movimento liderado por parlamentares do PSOL foi organizado para, às 15 horas desta quinta-feira, no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, pedir a saída dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Joaquim Roriz (PMDB-DF), ambos processados por quebra de decoro parlamentar. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira à noite, a legenda liderada pela ex-senadora eloisa Helena pede a participação popular no ato denominado Fora Renan e Roriz. Segundo o partido, o presidente do Congresso teria "como prática recorrente de manipulação na Mesa do Senado" e tenta adiar o julgamento do processo para se colocar como vítima de um "esquadrão da morte moral".
Na nota, o partido volta a acusar os dois senadores e cita os escândalos em que se vêem envolvidos. O senador alagoano é acusado de receber ajuda financeira de lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso. Segundo o PSOL, Renan teria "relação de favorecimento com empreiteiras, falsificou notas fiscais e burlou o fisco do Estado de Alagoas".
"Isso não é quebra de decoro?", pontua a nota da legenda.
Ainda segundo a nota do PSOL o senador Joaquim Roriz "foi flagrado em uma conversa com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura, para tratar da partilha de R$ 2,2 milhões, que foi preso pela polícia e é apontado como chefe do esquema". E conclui: "Na tramóia do dinheiro, está o do dono da Gol, Nenê Constantino, que deu o cheque a Roriz, que, após compensá-lo no Banco de Brasília (BRB), retirou R$ 300 mil para pagamento de um bezerro e devolveu o restante ao empresário. Tudo isso sem a menor cerimônia!".