A maioria dos colégios eleitorais fechou, no último domingo, na Guatemala, às 18.00 (22.00 de Brasília), depois de uma jornada eleitoral caracterizada pela participação popular em massa e por alguns incidentes.
A Lei Eleitoral e de Partidos Políticos permite que os postos de votação continuem abertos se, na hora oficial de fechamento, ainda houver cidadãos na fila de espera.
O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) anunciou que a maioria dos 1.291 colégios eleitorais instalados nos 331 municípios do país fechou na hora programada.
O TSE pretende emitir os primeiros resultados oficiais a partir de 22.00 (02.00 de segunda-feira em Brasília).
Observadores internacionais e autoridades locais concordaram que a afluência de eleitores às urnas foi em massa.
As eleições foram marcadas por alguns incidentes. Entre eles, duas mulheres indígenas morreram esmagadas por uma multidão de votantes, um dirigente opositor foi atacado a tiros e dois municípios tiveram a votação suspensa devido a fortes distúrbios.
Também foram registradas irregularidades no censo eleitoral, o que provocou lentidão e desordem, além de mal-estar em muitas pessoas que esperavam na fila para votar.
Dos 11 candidatos presidenciais que se apresentaram nestas eleições, os favoritos para ganhar são o empresário Oscar Berger, o industrial Alvaro Colom e o ex-ditador José Efraín Ríos Montt.
De acordo com a lei eleitoral, se nenhum candidato obtiver 50 por cento mais um dos votos necessários, será realizado um segundo turno no dia 28 de dezembro.
O TSE convocou 5.073.282 eleitores para votarem para presidente, vice-presidente, 158 deputados ao Congresso, 20 ao Parlamento Centro-Americano e 331 corporações municipais.
Participação popular em massa e incidentes marcam eleições na Guatemala
Segunda, 10 de Novembro de 2003 às 01:37, por: CdB