O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, está preocupado com a impaciência dos próprios jogadores caso seu esquema com dois atacantes fixos e dois meias-ofensivos não dê resultado rapidamente na partida contra o Paraguai, neste domingo, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo.
Segundo o treinador, a impaciência da equipe pode possibilitar que os paraguaios cresçam no jogo e encaixem um contra-ataque com sucesso, o que para ele seria quase irreversível.
"Não podemos nos impacientar. Em nenhum momento a equipe pode perder o controle do jogo, evidente que tocando a bola, se movimentando e procurando as jogadas", disse Parreira em coletiva de imprensa, neste sábado.
"O objetivo é não tomar contra-ataques. Se tomarmos um contra-ataque, realmente teremos muita dificuldade para remontar qualquer tipo de resultado", acrescentou ele.
Mesmo apreensivo, Parreira aposta no sucesso da formação com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Adriano, especialmente por ser o mesmo esquema do empate com o Uruguai por 1 x 1, em Montevidéu, no último jogo da equipe nas eliminatórias para a Copa.
Naquela partida, disputada no último dia 30 de março, Parreira optou por escalar a equipe titular com os atacantes Ronaldo e Ricardo Oliveira, deixando Robinho como opção para o segundo tempo. Juninho Pernambucano foi quem perdeu a vaga no meio-de-campo para que o time ficasse mais ofensivo.
"A experiência foi feita contra o Uruguai, foi favorável, e pode ser repetida. Se continuar dando certo vamos à frente, mas não funcionando temos que ter bom senso e de novo mudar."