Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Parreira quer Brasil jogando com alegria

Sexta, 23 de Julho de 2004 às 08:11, por: CdB

De um lado a seleção argentina com um elenco de jogadores que vêm disputando as partidas das eliminatórias para a Copa da Alemanha em 2006. Do outro o Brasil, que está no Peru com uma equipe renovada para proporcionar ao técnico Carlos Alberto Parreira um laboratório para as próximas convocações.

Este é o cenário da final da Copa América deste domingo no Estádio Nacional, em Lima. Ciente disso, Parreira pretende tirar a responsabilidade de seus comandados e deixar a equipe mais solta para tentar conseguir o sétimo título do torneio. "É como os ingleses dizem 'enjoy the game' (aproveitem o jogo) é isso que eu vou dizer para o meu time. Ou 'desfrutem', como dizem os espanhóis", disse o treinador.  "Em bom português é jogar com alegria. A responsabilidade maior é deles (dos argentinos)."

Dando a tônica do que deve ser a preleção antes da grande final, Parreira voltou a dizer que a equipe que defende o Brasil no Peru tem pouco tempo jogando junta e, apesar de dizer que não há favorito, deu a entender que o time de Marcelo Bielsa carregaria um fardo muito grande em caso de derrota. "Chegar na final é um prazer para todo mundo", disse. "Muito pior foi ter de passar pelo México e pelo Uruguai", completou ele, referindo-se às quartas-de-final e à semifinal, respectivamente.

Entre os atletas, no entanto, o pouco tempo de preparação da equipe e o fato de a seleção não ter trazido nomes consagrados como Ronaldo, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, não é desculpa para um eventual vice-campeonato.

"Agora que a gente chegou na final, ninguém quer saber se a gente formou a seleção há dez dias ou não," disse o goleiro Júlio César. "Apesar de não terem vindo os medalhões, caso do Ronaldo, do Roberto (Carlos) e do Cafu, a gente está sabendo suprir a ausência desses jogadores e somos merecedores de termos chegados à final."

Capitão da seleção e homem responsável pelas jogadas de gol da seleção, o meia Alex, do Fenerbahce, concorda com o goleiro do Flamengo. "O Parreira fala isso em cima das dificuldades que nós tivemos desde o início e que vocês acompanharam", disse. "Se chegamos à final, vamos brigar pelo campeonato. Nós não nos sentimos seleção B de nada. Quando nós perdemos para o Paraguai o questionamento foi como se estivessem os principais jogadores", acrescentou o jogador, lembrando que as cobranças impostas sobre a seleção brasileira sempre são as mesmas independentemente de quais jogadores estejam vestindo sua camisa.

Perguntado sobre matérias publicadas na imprensa argentina dando conta do favoritismo do time de Bielsa, Júlio César respondeu: "Que eles achem isso. Seria bom." O goleiro, no entanto, ressalvou acreditar que os atletas argentinos sabem da dificuldade de enfrentar o Brasil e não apostam em favoritismo, assim como vem falando os atletas que defendem as cores do time pentacampeão do mundo.

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