Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Parreira mantém suspense

Carlos Alberto Parreira deixou para o último instante a decisão sobre a entrada de Robinho ou de Juninho Pernambucano para o jogo contra o Peru, no domingo, em Goiânia, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. (Leia Mais)

Domingo, 27 de Março de 2005 às 09:58, por: CdB

Carlos Alberto Parreira deixou para o último instante a decisão sobre a entrada de Robinho ou de Juninho Pernambucano para o jogo contra o Peru, no domingo, em Goiânia, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Seja qual for o esquema, no entanto, ele alertou para o contra-ataque do adversário.

Antes do reconhecimento do gramado do estádio Serra Dourada, realizado no sábado, Parreira elogiou o atacante do Santos, mas admite que prefere manter o suspense até mesmo para confundir o adversário.

"O Robinho fez por merecer (a convocação). Ele tem jogado muito bem pelo Santos e está amadurecendo como pessoa e como jogador. Ele está ganhando experiência. Vamos definir a escalação no domingo, mas, caso seja necessário, ele entra em campo com toda nossa confiança", afirmou o treinador, que desde o início dos treinos em Teresópolis, na terça-feira, vem fazendo segredo sobre a escalação final.

"Também tem a questão do suspense para o time do Peru. Dependendo da escalação de um ou de outro muda a configuração tática da equipe e não interessa para nós dar arma para o inimigo", disse ele, explicando que, dos 11 dos jogadores titulares, dez já estão definidos.

O volante Émerson, entretanto, alertou que a opção por um time mais avançado com a escalação de Robinho pode não ser o ideal no momento.

"Com um treino só é muito difícil. Não é com base nisso que vamos falar qual formação é melhor. Precisa de tempo para isso, que nós infelizmente não temos", afirmou o jogador.

No treino de sexta-feira, o último da equipe em Teresópolis, antes do embarque para Goiás, Parreira deu a prometida chance ao atacante Robinho entre os titulares.

O treinador admite que existe uma pressão da torcida para colocar Robinho em campo -- o nome do jogador foi um dos mais gritados durante o treino que levou cerca de 35 mil pessoas ao estádio no sábado --, mas Parreira garante que não vai se deixar levar enquanto não tiver certeza.

"A pressão é normal para a seleção brasileira. Criam-se determinadas situações que acabam encurralando o técnico, e cabe a nós termos a experiência, a confiança e o julgamento necessários para fazer aquilo que interessa à seleção brasileira", garantiu.

Antes do reconhecimento do gramado, em que os jogadores disputaram apenas um rachão, Parreira alertou para o contra-ataque da seleção peruana.

"Eles fizeram uma partida muito boa contra o Uruguai, em Montevidéu, e ganharam por 3 x 1 só no contra-ataque (junho de 2004). O Peru tem jogadores do meio para frente de uma experiência enorme, que são sucessos no mercado europeu, como Pizarro, Farfan, Solano e Palacios. É um time muito perigoso do meio para a frente," explicou Parreira.

"Eles vão tomar as medidas necessárias para parar o Brasil, e a grande arma vai ser o contra-ataque, uma jogada rápida que pode surpreender a seleção brasileira."

Parreira aposta que o técnico Paulo Autuori fará mudanças na equipe peruana e que deve entrar somente com Pizarro na frente.

"O Peru não vinha jogando com dois volantes e nessa partida vai jogar com dois. O treinador deve também mudar os dois laterais porque os que vinham jogando tinham característica ofensiva. Então, sem dúvida, ele quer um time mais conservador," aposta ele.

O zagueiro Juan também acredita que Pizarro será fundamental esquema adversário. "Tem que ter atenção com ele e com quem vai passar a bola para ele," resumiu o zagueiro.

Em 38 partidas contra o Peru, o Brasil venceu 27 e empatou 8, perdendo apenas 3. Foram 87 gols a favor dos brasileiros contra 27 dos peruanos.

A equipe brasileira entrará em campo com: Dida, Cafu, Juan, Lúcio e Roberto Carlos; Émerson, Zé Roberto, Kaká e Juninho Pernambucano (Robinho); Ronaldo e Ronaldinho.

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