Apesar de ter passado por um sufoco no empate em 2 x 2 com o Japão na quarta-feira, o técnico Carlos Alberto Parreira afirmou que vai dar um descanso aos jogadores e destacou que o seu objetivo na Copa das Confederações era avaliar jogadores.
- Esse era um dos objetivos dessa competição, testar jogadores. Isso praticamente foi feito, por isso o lado do entrosamento vai ficar um pouco prejudicado - afirmou o treinador após a partida, que garantiu a classificação do Brasil para as semifinais.
Parreira fez quatro alterações na equipe titular contra o Japão, colocando em campo Marcos, Juan, Léo e Gilberto Silva. Mas, quando vencia por 2 x 1, a equipe permitiu o empate japonês aos 43 minutos do segundo tempo.
- Fiz quatro mudanças pensando em observar os jogadores, não vamos ter um time organizado com 20 jogadores em três jogos. Esse foi um risco calculado, mas nosso objetivo era ver como eles se saíam - explicou.
O Brasil enfrentará agora a Alemanha, primeira colocada no Grupo A, por uma vaga na decisão no sábado. E Parreira demonstrou preocupação com o desgaste dos jogadores.
- Vamos precisar de um time saudável contra a Alemanha, senão vai ficar difícil enfrentar o ritmo alemão - disse ele, destacando que os alemães terão um dia a mais de descanso, pois disputaram seu último jogo pela primeira fase na terça-feira.
- Contra a Alemanha as partes tática e física são importantes, por isso vamos ver nesses dois dias como eles se recuperam. O trabalho até lá é de recuperação física e mental.
Kaká concorda com Parreira e afirmou que a queda de rendimento no segundo tempo, quando o Brasil perdeu várias oportunidades, aconteceu devido ao cansaço.
- No segundo tempo bateu um cansaço, e daí a queda de nosso rendimento. O torcedor fica com esse pensamento (de que em uma partida jogamos bem e em outra não) e nós também, e o que mais busco é o equilíbrio - disse o jogador.
Para o atacante Robinho, o principal problema do Brasil foi aproveitamento ruim nas finalizações.
- Começamos bem, mas precisamos caprichar um pouco mais nas finalizações. Se a gente fizer pelo menos metade do que a gente cria, teríamos uma vantagem muito maior - disse ele.