A defesa será a grande preocupação do técnico Carlos Alberto Parreira na final da Copa das Confederações, na quarta-feira, contra a Argentina.
Na segunda-feira, o treinador realizou um treino tático no Stadion Brentanobad, em Frankfurt, e insistiu na repetição das jogadas com bola parada, de faltas dos lados da área e de cobranças de escanteio, tanto em ações ofensivas quanto defensivas.
- Se não apertarmos a marcação e deixarmos espaço, vai ser complicado vencer a Argentina. O time argentino é muito bom técnica e taticamente. O Brasil vai ter que jogar muito para vencer essa partida - declarou ele.
- Temos que entrar pensando em ganhar. Vamos respeitar a Argentina, mas eles vão ter que respeitar o Brasil também - completou ele.
A seleção argentina terá a chance de se vingar da derrota na decisão da Copa América, no ano passado. Já para o Brasil será a chance de deixar para trás a vitória argentina por 3 x 1 pelas eliminatórias da Copa do Mundo, no início do mês.
Naquele oportunidade, Parreira chegou a afirmar que o jogo, em que a Argentina garantiu sua vaga para o Mundial, seria um amistoso de luxo. Dessa vez, ele mudou o discurso.
- Nas eliminatórias já tínhamos conquistado os pontos contra o Paraguai (no jogo anterior) e a Argentina estava praticamente classificada. Agora, a decisão vai ser diferente.
- Não existe amistoso contra a Argentina. O discurso externo era um, mas o interno era outro - afirmou Parreira, explicando que aquela foi uma estratégia que usou para diminuir a pressão sobre os jogadores da seleção brasileira.
Segundo o site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Brasil entrará em campo com Dida, Cicinho, Lúcio, Roque Júnior e Gilberto; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Adriano.