Carlos Alberto Parreira vai fazer na partida contra o Japão as observações que tinha planejado antes da Copa das Confederações. O treinador ressaltou a importância da competição, mas deixou claro que ela é igualmente um importante passo na preparação para o objetivo maior, que é a Copa do Mundo de 2006, quando o Brasil tentará a conquista do hexacampeonato. Para tanto, a derrota para o México não alterou esse planejamento.
- Falei que iria usar a Copa das Confederações para observar alguns jogadores e vou mesmo fazê-lo. Não seria coerente rever essa decisão só porque a Seleção foi derrotada pelo México. Vou mudar o time, também porque alguns jogadores vêem de um final desgastante de temporada européia e precisam ser poupados - disse Parreira.
O treinador começa a escalar a equipe que enfrentará o Japão no coletivo desta terça-feira, às 16 horas, no Estádio de Colônia. A decisão de mudança está tomada, não importa portanto que aconteça em um jogo decisivo, como será o de quarta-feira.
Uma vitória ou empate dará a vaga ao Brasil na semifinal, mas a derrota para o Japão significará a eliminação da Copa das Confederações. Parreira não considera que seja um risco, pois tem certeza de que mandará a campo um time de muita qualidade.
- Ou alguém duvida da qualidade técnica dos jogadores que vão entrar? Tenho certeza de que a Seleção Brasileira continuará representada pelo seu melhor futebol no jogo contra o Japão.
A dificuldade do jogo também não muda, segundo Parreira, não importa com que escalação o Brasil entre em campo na quarta-feira. O treinador diz que o time japonês tem mostrado progresso sob o comando de Zico, progresso esse, inclusive, responsável pela sua classificação antecipada para a Copa do Mundo do ano que vem.
O ex-atacante Rudi Völler, campeão do mundo pela Alemanha em 1990 e hoje diretor técnico do Bayer Leverkusen, esteve depois do almoço no Castelo Lerbach.
Völler chegou no momento em que Parreira assistia ao vídeo editado pela UEFA sobre os três minutos finais do jogo em que o Manchester United virou o placar para 2 a 1 sobre o Bayern de Munique e ficou com o título da Liga dos Campeões da Europa em 1999.
Depois do vídeo - o alemão fez companhia do treinador do Brasil e também assistiu - Völler passou a comversar com Parreira durante longo tempo.
- O Japão, além de há muito tempo não ter mais um time inexperiente e ingênuo, é formado por jogadores muito rápidos e está bem entrosado. E mostrou na vitória sobre a Grécia um excelente preparo físico. Vai ser um jogo muito difícil.