A seleção brasileira viaja na noite desta sexta-feira para a Alemanha, onde estréia contra a Grécia, dia 17, na Copa das Confederações. O time vai estrear no esquema 4-2-2-2, como aconteceu contra a Argentina. A diferença é que não terá Cafu e Roberto Carlos, que não foram convocados para que o técnico pudesse observar outros laterais.
Carlos Alberto Parreira não está pessimista em relação ao esquema ofensivo da seleção brasileira por causa da derrota por 3 a 1 para a Argentina, quarta-feira, em Buenos Aires, pelas eliminatórias, provocada por erros individuais da defesa, especialmente de Cafu e Roque Júnior, e irá mantê-lo na Copa das Confederações. Ele lembrou que, antes de substituir Robinho por Renato, a equipe havia readquirido o seu equilíbrio e pressionava os argentinos.
A luta do técnico é fazer com que nenhum craque fique fora da equipe. Ele lembra um detalhe ocorrido no Estádio Monumental de Núñez.
- A Argentina começou muito forte. Teve méritos e sorte também. No seu terceiro chute, chegou aos 2 a 0. E aí a gente se desarticulou. Mas, no final do primeiro tempo, já havíamos equilibrado as ações. Mas foi bom ter testado esse esquema com uma equipe de alto nível como a Argentina. Nós temos que continuar procurando variações - disse o técnico.
Parreira afirmou que o esquema com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Robinho funcionou apenas a partir do segundo tempo. Os três gols da Argentina saíram no primeiro tempo.
"Esse esquema foi funcional no segundo tempo, quando o Brasil teve mais oportunidades e posse de bola...A Argentina ganhou principalmente pelos primeiros 30 minutos", completou.