Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Parreira admite favoritismo do Brasil na Copa

Quinta, 30 de Junho de 2005 às 07:53, por: CdB

Após as boas atuações do Brasil contra a Alemanha e a Argentina na Copa das Confederações, o técnico Carlos Alberto Parreira afirmou que o Brasil será o favorito na Copa do Mundo de 2006.

O Brasil derrotou os alemães por 3 x 2 nas semifinais, e na quarta-feira garantiu o bicampeonato da competição ao golear a Argentina por 4 x 1.

- Desde que estou na seleção, o Brasil só ganhou quando foi desacreditado, e pela primeira vez o Brasil vai chegar numa Copa do Mundo como favorito absoluto - declarou o treinador após o jogo, alertando que, no entanto, é necessário tomar cuidado com esse rótulo.

- Temos que admitir isso, mas trabalhamos muito em cada jogo para que esse favoritismo não nos afete. Favoritismo não ganha Copa do Mundo - completou ele, citando como principais rivais no Mundial a Alemanha, a Holanda, a Argentina e a República Tcheca.

O Brasil ainda não está matematicamente classificado para a Copa, mas pode carimbar seu passaporte com uma vitória sobre o Chile, no próximo jogo pelas eliminatórias sul-americanas.

Parreira destacou ainda que ficou satisfeito com as experiências feitas na Copa das Confederações, usada por ele para testar alguns atletas.

- O campeonato foi muito importante para o Brasil porque atingimos nossos propósitos: vencer o torneio e observar o maior número de jogadores possível - explicou.

O esquema adotado na Copa das Confederações, com um quarteto ofensivo formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Robinho, também agradou Parreira

- A gente não tem porque mudar o esquema. Tínhamos que entrar numa competição para poder avaliar, e a avaliação foi boa. O Brasil tem tudo para emplacar com esse sistema na Copa do Mundo - disse ele, ressaltando porém que o quarteto pode não ser mantido até a Copa.

- É muito cedo para afirmar que vamos jogar dessa maneira na Copa do Mundo, mas estamos caminhando a passos largos para isso - ressaltou.

O abraço de reconhecimento pela grande atuação aconteceu ainda dentro de campo, em meio à comemoração pela conquista do título. Parreira fez questão de cumprimentar Lúcio e Roque Júnior pelo que os zagueiros acabaram de fazer diante da Argentina. O que não foi surpresa para o treinador, a despeito das muitas críticas que a zaga do Brasil sempre sofreu.

- Sempre confiei nos dois. São excelentes zagueiros, experientes, atuam há muito tempo no futebol europeu e estão acostumados a grandes jogos. Foram excelentes - disse o treinador.

Lúcio estava muito feliz. De poucas palavras, do tipo que não gosta de perder nem nas peladas de vésperas de jogos, o zagueiro não perdeu também uma dividida na partida.

- Jogamos com o coração, tínhamos de vencer esse jogo de qualquer maneira - disse.

Roque Júnior não quis se deixar levar pela euforia ao saber que fora elogiado por Parreira. Preferiu lembrar que a zaga do Brasil esteve bem porque, de resto, todo o time se comportou com eficiência na marcação.

- Sempre digo que a defesa não se limita aos dois zagueiros de área. Isso tem de sr analisado como um todo, existe um sistema defensivo que exige a participação de outros jogadores. O que acontece é que funcionou contra a Argentina. Foi um grande jogo do Brasil.

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