Nesta terça-feira, o Parque Estadual da Serra da Tiririca completará quatorze anos de existência desde a aprovação da lei estadual nº 1.901/91.
Contudo, a sociedade civil ainda aguarda a aprovação do perímetro definitivo do Parque Estadual da Serra da Tiririca, com base no trabalho voluntário desenvolvido pela Comissão Pró-Parque, que foi encaminhado oficialmente ao Instituto Estadual de Florestas - IEF/RJ em agosto de 2001.
E mesmo tendo obtido o apoio de 8.300 signatários em abaixo-assinado pela sua aprovação (em documento entregue vice-governador Luiz Paulo Conde em 11/09/03), proposta dos limites para o parque encontra-se no Gabinete Civil do Governo do Estado há quatro anos sem nenhuma tomada de decisão por parte da governadora Rosinha Matheus.
Enquanto isso, a área de estudos para definição dos limites definitivos do parque se mantém por liminar judicial da 6º Vara Cível de Niterói, gerando inúmeros conflitos e confrontos com proprietários de residências consolidadas há mais de uma década.
Reconhecida pela Unesco como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, a Serra da Tiririca alcançou o título de parque estadual por sugestão de organizações não-governamentais ambientalistas e comunitárias, tendo sido a primeira unidade de conservação no Brasil a ser criada por iniciativa da população.
E para resguardar essa imensa riqueza natural, vários esforços vêm sendo despendidos pela sociedade civil em conjunto com o Governo do Estado há mais de uma década em iniciativas de combate às invasões de terras com cobertura florestal, loteamentos e condomínios irregulares, mineradoras, construções ilegais, desmatamentos, queimadas e caça de animais silvestres.
Atualmente o Parque Estadual da Serra da Tiririca dispõe de um administrador, uma equipe técnica de apoio, um grupamento voluntário de combate a incêndios, uma sede própria, um posto avançado, duas viaturas e infra-estrutura que vem atendendo as demandas originadas pela sociedade.
No Brasil, atualmente, a Mata Atlântica se resume em fragmentos isolados de diversos tamanhos que, somados, perfazem 8,8% de sua cobertura original (35 mil Km2).
No Estado do Rio de Janeiro, no início do século, cerca de 90% do seu território era coberto por Mata Atlântica.
A Serra da Tiririca, localizada entre os municípios de Niterói e Maricá, constitui um desses fragmentos.