Em despacho do juiz Rodrigo Marzola Colombini, da 6ª Vara Cível de São Paulo, foi solicitada pela Justiça a penhora de bens da Parmalat Participações, no valor total de R$ 5.499.981 (valor atualizado em 23 de janeiro).
O montante corresponde a um empréstimo do banco Fibra à companhia e que não foi pago por esta. Um oficial de Justiça já retirou mandado judicial para informar a empresa sobre a cobrança.
O caso veio à tona agora, com a determinação do juiz ocorrida no último dia 6, e a expectativa é que a empresa seja citada nos próximos dias. Após ser informada da cobrança judicial pelo oficial do Fórum, a companhia terá 24 horas para pagar o que deve.
Se discordar da cobrança, a empresa precisa informar o fato à Justiça e tentar negociar o pagamento com o banco. Então, como garantia de que pagará o débito, a Parmalat precisará dar um bem da empresa ao Fibra, no valor da dívida. O ativo a ser penhorado ainda não está definido no processo judicial.
Até o momento, a Parmalat Alimentos, braço operacional do grupo, já tem bens entregues como garantia a instituições financeiras. O Unibanco, por exemplo, recebeu como caução (garantia de pagamento) a unidade fabril de Jundiaí (SP). A caução foi dada pela própria companhia por causa de uma dívida de R$ 13 milhões não paga em dezembro.