Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Parlamento iraniano apoia ministro procurado pela Argentina

Terça, 01 de Setembro de 2009 às 06:47, por: CdB

O Parlamento iraniano manifestou nesta terça-feira apoio à indicação do novo ministro da Defesa, acusado pela Argentina de envolvimento no atentado de 1994 contra a entidade judaica Amia, que matou 85 pessoas.

O deputado Hadi Qavami interrompeu o discurso do futuro ministro Ahmad Vahidi para dizer que inicialmente se opôs à indicação, mas mudou de ideia por causa das "alegações sionistas" contra ele.

A declaração foi elogiada por outros parlamentares, que gritaram "morte a Israel", segundo a rádio pública Irib.

Pelo regimento parlamentar, dois deputados poderiam pedir a palavra para se opor à indicação do ministro, mas ninguém o fez. A votação sobre a indicação está marcada para esta quarta-feira.

Alguns deputados criticam o presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad por ter indicado ministros tidos como inexperientes, como é o caso do ministro da Inteligência, Heydar Moslehi.

O resultado da votação dos nomes dos ministros é visto como um teste para Ahmadinejad, reeleito na polêmica votação de junho, que desencadeou acusações de fraude e manifestações por parte da oposição, mergulhando o Irã na sua pior crise interna desde a Revolução Islâmica de 1979.

A Argentina neste mês condenou a indicação de Vahidi, oficial da Guarda Revolucionária que havia sido vice-ministro da Defesa no mandato anterior de Ahmadinejad. Buenos Aires qualificou a nomeação como uma "afronta às vítimas" do atentado de 15 anos atrás.

O governo argentino acusa formalmente o Irã de ter tramado o ataque, e por isso pede a prisão de altos funcionários do governo islâmico. O Irã nega repetidamente qualquer envolvimento, e disse na semana passada que a Argentina estava interferindo em seus assuntos internos.

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