Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Parlamento francês proíbe clonagem humana

Sexta, 09 de Julho de 2004 às 13:18, por: CdB

A França decidiu proibir a clonagem humana nesta sexta-feira, qualificando o procedimento como crime contra a raça humana. Porém, suspendeu por cinco anos o veto à pesquisa sobre células-tronco extraídas de embriões.

A votação no Senado francês finalizou quase três anos de trabalho para atualizar três leis de 1994 sobre biotecnologia.

A nova legislação, que sofreu diversas alterações durante a discussões, torna a clonagem humana crime sujeito a pena de 30 anos de prisão e multa de 7,5 milhões de euros.

A lei proíbe a clonagem para finalidades terapêuticas, o desenvolvimento de células-tronco para pesquisas médicas, e técnicas utilizadas em pesquisas embrionárias. Nesses casos, a clonagem será punida com sete anos de prisão e multa de 100 mil euros.

Células-tronco podem em princípio transformar-se em qualquer tipo de célula de um organismo. Seu uso é polêmico porque as células consideradas mais promissoras são aquelas extraídas de embriões humanos.

A proibição sobre a pesquisa de células-tronco a partir de embriões humanos foi suspensa por cinco anos. Isso dá tempo para se avaliar os benefícios de pesquisas que podem levar a novos tratamentos para, por exemplo, mal de Alzheimer, diabetes e doenças cardíacas.

- O texto leva em consideração a evolução da ciência e das técnicas modernas - disse o ministro da Saúde francês, Philippe Douste-Blazy.

Segundo ele, a lei tem um texto equilibrado que ponderou os interesses de algumas pessoas e as preocupações de outras.

A França se opõe firmemente às técnicas de clonagem. No ano passado, o presidente Jacques Chirac disse que pretendia organizar uma convenção internacional sobre ética e biomedicina para evitar abusos nas pesquisas de clonagem.

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