Rio de Janeiro, 05 de Maio de 2026

Parlamento articula liberação de sete da lista de cassações

No mínimo sete, dos 16 deputados que integram a lista dos possíveis cassados pela Câmara, deverão ser poupados. Analistas políticos ouvidos pelo Correio do Brasil, nesta quinta-feira, avaliam que a costura entre os parlamentares, desde o início da semana, para livrar alguns dos deputados citados no esquema do mensalão, está prestes a se fechar em torno dos nomes de João Paulo Cunha (PT-SP); José Mentor (PT-SP); Pedro Henry (PP-MT); Professor Luizinho (PT-SP); Roberto Brant (PFL-MG); Vadão Gomes (PP-SP); Vanderval dos Santos (PL-SP). (Leia Mais)

Quinta, 06 de Outubro de 2005 às 08:23, por: CdB

No mínimo sete, dos 16 deputados que integram a lista dos possíveis cassados pela Câmara, deverão ser poupados. Analistas políticos ouvidos pelo Correio do Brasil, nesta quinta-feira, avaliam que a costura entre os parlamentares, desde o início da semana, para livrar alguns dos deputados citados no esquema do mensalão, está prestes a se fechar em torno dos nomes de João Paulo Cunha (PT-SP); José Mentor (PT-SP); Pedro Henry (PP-MT); Professor Luizinho (PT-SP); Roberto Brant (PFL-MG); Vadão Gomes (PP-SP); Vanderval dos Santos (PL-SP). Quatro deles deveriam ter sido liberados na votação desta quarta-feira, mas o resultado de 3 a 2 levou a disputa para a reta final, quando sete deverão escapar à guilhotina da Comissão de Ética.

O maior defensor dos sete deputados, como vazou para a imprensa logo após o encontro, já no final da noite, foi o deputado Mussa Demes (PFL-PI). Ele integrou uma das comissões de sindicância que investigou os acusados. Mas Demes não foi o único a sair em defesa dos suspeitos. Ele teria recebido o auxílio de Odair Cunha (PT- MG). Caberá à Mesa Diretora, presidida por Aldo Rebelo (PC do B-SP), agora, definir os rumos do relatório formado na Corregedoria. O prazo para que o processo siga à Comissão de Ética expira na próxima terça-feira, véspera do feriado de 12 de outubro. Até lá, os acusados têm tempo para renunciar ao mandato e fugir às cassações iminentes que os aguarda na etapa seguinte das investigações, até que o Plenário vote, em definitivo, pelo afastamento da vida pública, por oito anos, daqueles que forem julgados culpados pela quebra de decoro parlamentar.

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