Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Parlamentares suíços abrem caminho para 'Lei Fifa' contra corrupção

Parlamentares da Suíça abriram caminho para a imposição de novas regras que tornam mais fácil para as autoridades reprimir a corrupção em entidades esportivas sediadas no país, como a Fifa.

Sexta, 11 de Setembro de 2015 às 10:23, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Zurique: Parlamentares da Suíça abriram caminho para a imposição de novas regras que tornam mais fácil para as autoridades reprimir a corrupção em entidades esportivas sediadas no país, como a Fifa. As autoridades suíças investigam atualmente o processo pelo qual a Fifa concedeu as Copas do Mundo de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar, respectivamente. Os Estados Unidos também estão investigando supostos delitos financeiros de autoridades do futebol, os quais remontam a mais de duas décadas. Ativistas anticorrupção vêm pressionando as autoridades suíças há anos para que os organismos desportivos –antes uma fonte de prestígio nacional, sejam postos sob maior escrutínio legal.
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Parlamentares da Suíça abriram caminho para a imposição de novas regras
Ambas as câmaras do Parlamento já concordaram com o projeto, apelidado de "Lei Fifa". O Senado aprovou a legislação na quinta-feira. A votação final sobre a lei será realizada no dia 25 de setembro, segundo um porta-voz do Parlamento. Se for aprovada e não houver pedido de referendo sobre o assunto, a lei provavelmente vai entrar em vigor em 2016. A lei permitiria que autoridades suíças investiguem suspeitas de corrupção privada sem antes receber uma queixa oficial de dentro da organização em questão. Quando estava em tramitação no Parlamento, alguns legisladores reclamaram que o projeto de lei tinha sido suavizado. A lei permitiria isenções nos casos em que o interesse público não está ameaçado e, além disso, ainda seria preciso apresentar queixa às autoridades quando se tratar de "casos leves" de corrupção. Reformas na Fifa Na quinta-feira, uma série de reformas abrangentes e radicais na Fifa foi revelada, Domenico Scala, representante independente do Comitê de Auditoria e Conformidade da Fifa, trouxe a público o plano de oito pontos para mudar a maneira como a Fifa é governada na esteira da prisão de sete dirigentes do futebol e executivos de marketing esportivo em Zurique em maio. O plano inclui limites de mandado de 12 anos para autoridades eleitas da entidade de presidente para baixo, transparência total das compensações financeiras do presidente, do secretário-geral e dos membros do comitê executivo e comprovantes de integridade mais detalhados e eficazes sobre estes membros. A proposta de Scala ainda inclui a substituição do todo-poderoso comitê executivo por um conselho diretivo, eleito pelo Congresso da Fifa, e um comitê administrativo para lidarem com os assuntos do dia a dia da organização. - O processo de reforma da Fifa é essencial para o futuro da organização, e deve ser guiado por uma ampla discussão pública de todas as ideias sobre a reforma - disse Scala. “Estou satisfeito de poder contribuir com meu plano detalhado para este processo, que deve ser tão abrangente e transparente quanto possível para garantir sua credibilidade”. Na semana passada, Scala apresentou seu plano para o comitê de Carrard, mas é preciso esperar para ver se o documento será incluído nas recomendações finais do novo organismo. Scala confirmou que não tem poder para incluir seu plano na pauta, mas que esta opção está disponível para qualquer associação nacional.      
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