Servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e parlamentares estão reunidos no Congresso Nacional discutindo a aprovação de duas cartas que serão enviadas aos ministérios da Justiça e do Planejamento. Uma carta apresenta as reivindicações dos servidores Funai e o outro documento, dirigido aos povos indígenas e à população, trata da insatisfação dos funcionários com a situação do órgão e da falta de uma política indigenista no país.
- Achamos que uma das questões importantes defendidas no manifesto é a implantação de um plano de carreira indigenista. Nós propomos a estruturação de recursos humanos na Funai e a remuneração de acordo com o que realmente trabalhamos, ou seja, cada função seja remunerada de acordo com sua responsabilidade - diz o diretor do Sindicato dos Funcionários Públicos Federais (Sindsep), Frederico Magalhães.
De acordo com o diretor da Sindsep, os servidores levarão as cartas ao ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, nesta terça-feira.
Os servidores estão em greve desde o dia 2 de junho e reivindicam a aprovação do plano de carreira da categoria e a reposição salarial de 18%, referentes à defasagem salarial durante o governo Lula.