Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Parlamentares pedem investigação sobre dossiê dos gastos de FHC

Quarta, 26 de Março de 2008 às 17:50, por: CdB

Parlamentares da oposição na Câmara e no Senado entregaram nesta quarta-feira ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, representação para que seja apurado o vazamento de informações de um suposto dossiê sobre gastos com cartões corporativos do governo Fernando Henrique Cardoso.

A Casa Civil da Presidência da República anunciou no último dia 22 a abertura de uma sindicância para apurar a responsabilidade pelo vazamento de informações do Sistema de Suprimento de Fundos (Suprim), depois que a revista Veja publicou uma reportagem denunciando que servidores da pasta estariam elaborando um dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O documento, de acordo com a revista, seria usado para chantagear parlamentares da oposição, a fim de evitar que as contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fossem investigadas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. O dossiê englobaria gastos efetuados em 1998, 2000 e 2001.

De acordo com o deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP), autor do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos, a sindicância aberta pela Casa Civil não é suficiente e só o Ministério Público é instituição confiável para investigar o assunto.

— No caso específico, onde a Casa Civil vai investigar seus funcionários, que eventualmente teriam vazado [informações], é um caso típico em que a raposa estaria a tomar conta do galinheiro —, ironizou.

Sampaio espera que as investigações incluam a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os ministros da Justiça, Tarso Genro; do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Sobre os dois últimos, ele acusou de anteciparem as informações sobre os gastos do governo Fernando Henrique.

— De forma velada, para não dizer dissimulada —, disse o deputado, ao classificar a forma como as informações foram passadas para a revista.

Segundo ele, Paulo Bernardo e Jorge Hage tinham conhecimento dos dados sigilosos que foram divulgados.

O deputado disse que o procurador-geral da República prometeu buscar mecanismos para iniciar a investigação, mas a assessoria de imprensa da PGR informou que o procurador ainda vai analisar o pedido.

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