Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Parlamentares elogiam decisão de não renovar acordo com o FMI

Segunda, 28 de Março de 2005 às 19:23, por: CdB

A decisão de não renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi comemorada por líderes governistas no Congresso Nacional. Os parlamentares consideraram que isso ocorreu graças ao crescimento econômico e à melhoria das contas externas do país. "Isso foi possível porque tivemos uma melhora muito substantiva nas contas externas. O Brasil bateu recordes de exportação de mais de U$ 100 bilhões, gerou um grande superávit comercial de mais de U$ 32 bilhões. Aumentou as reservas cambiais e não tem mais a vunerabilidade que tínhamos no passado", explicou o líder do governo no Senado, Aloízio Mercadante (PT-SP).

De acordo com Mercadante, o Brasil teve uma melhora importante nas contas públicas, mas é preciso continuar tendo muito trabalho pela frente "porque não depender do FMI significa que nós temos que ter muita responsabilidade fiscal, manter o esforço nos investimentos em infra-estrutura para continuar crescendo como no ano passado, 5,2%, com estabilidade". O líder afirmou que o FMI exige uma série de condicionantes para emprestar recursos para países que estão com dificuldades.

Para o líder do governo, uma das vantagens de não renovar o acordo com o Fundo é que o Brasil não precisa prestar contas a uma instituição multilateral para definir sua política econômica e seu caminho. "O Brasil caminha pelas suas próprias pernas. Temos que ter responsabilidade para continuar tendo a confiança internacional que temos hoje, a credibilidade que o país adquiriu, a transparência nas contas públicas. Porque isso é muito importante para que a gente não volte a recorrer ao FMI", disse o líder Mercandante.

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), comemorou a decisão do governo de não renovar o acordo com o fundo. "Só tenho a saldar, porque se verifica que o governo de maneira responsável avaliou que é possível, senão não teria tomado a decisão. Então, de forma indireta é mais um sinal de que a economia vai bem", disse Chinaglia.

Ainda de acordo com o líder, do ponto de vista simbólico a decisão do governo é importante porque essa confiança na condução da política econômica "todos nós sabemos reduz o risco Brasil e estimula investimentos". Para Chinaglia, depois de tantos anos com acordos com o FMI, a decisão como indicador de saúde econômico-financeira como também do ponto de vista simbólico "nós não termos acordos com o FMI nós devemos comemorar. O governo já demonstrou nesses dois anos, quando aumentou o superávit primário, que a política econômica tem rumo".

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também elogiou a decisão do governo. "Acho muito bom para o país. Isso significa dizer que o Brasil está no rumo certo e que nós precisamos retomar as reformas para que as coisas aconteçam com mais naturalidade", disse.

O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, disse que a decisão do Brasil de não renovar o acordo com o FMI é uma demonstração que a economia do Brasil "é saudável, que o esforço para retomar o crescimento, gerar empregos, distribuir rendas foi um esforço vitorioso". Segundo o ministro, o Brasil tem crescido com estabilidade e o resultado desse crescimento "é exatamente não precisar mais de renovar o acordo com o FMI".

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