Parentes das vítimas do acidente ferroviário que matou oito e feriu 101, na quinta-feira, em Austin, Nova Iguaçu, no Rio, estão programando manifestações contra a Supervia, para cobrar melhorias no transporte e, ao mesmo tempo, pedir investigação mais rigorosa do caso, para que não caia no esquecimento e os responsáveis sejam punidos. Sobreviventes também participarão.
Segundo Reginaldo da Silva, 43 anos, irmão de Jerônimo, uma das vítimas fatais, na quarta-feira será realizada no Ferroviário Futebol Clube, de Austin, às 20h, missa de sétimo dia, por todos os mortos. Já no feriado de 7 de setembro, sexta-feira, será realizada na parte da manhã uma passeata no bairro, que sairá da Igreja São Sebastião e percorrerá as principais ruas de Austin, até o local do acidente.
— Nós vamos cobrar mais segurança, porque falta sinalização, manutenção nos trilhos e passarela para os pedestres — afirmou Reginaldo. Para ele, a Supervia deveria admitir que errou no caso acidente. — Mas até hoje ninguém disse nada. A empresa arrumou foi uma antipatia com a gente, porque não tem dinheiro que pague o que estamos sentindo — disse Reginaldo.
O enteado de Severino Inácio da Silva, Sérgio Antônio dos Santos, 38 anos, disse que vai programar também, ainda esta semana, outra manifestação em Engenheiro Pedreira.
— Quatro dos oito mortos eram de Engenheiro Pedreira. Por isso vamos fazer uma manifestação aqui para pedir mais segurança no transporte ferroviário, para que acidentes como esse não voltem acontecer — disse.
Sérgio espera que os protestos chamem a atenção da Secretaria Estadual de Transportes e até do Ministério dos Transportes para os problemas que os moradores da Baixada enfrentam diariamente. A Supervia alega que este ano estão sendo investidos R$ 58 milhões em infra-estrutura e descarta a falta de segurança.