Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Parentes de reféns das Farc apóiam mediação de Chávez para resgate

Terça, 05 de Fevereiro de 2008 às 14:54, por: CdB

Familiares dos três reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometeram libertar acreditam que as marchas realizadas na segunda-feira em território colombiano contra a guerrilha foram utilizadas com fins políticos e reiteraram seu apoio à mediação feita pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na operação de resgate.

Chávez anunciou que as autoridades de seu país estão prontas para resgatar os três ex-parlamentares colombianos.

— Já estamos prontos, adiantando operações para resgatá-los, para que voltem para casa —, disse.

Um grupo de 12 familiares chegou a Caracas, na Venezuela, após o anúncio de que a guerrilha libertaria os três reféns, seqüestrados há mais de seis anos e que devem ser entregues ao presidente venezuelano e à senadora de oposição colombiana Piedad Córdoba.

Os parentes de Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán desembarcaram no aeroporto internacional de Maiquetía, na costa caribenha próximo a Caracas, e esperam reunir-se com Chávez e outras autoridades venezuelanas.

Em entrevista coletiva à imprensa, os visitantes afirmaram que seguirão apoiando a mediação de Chávez e da senadora, por considerar que este é o caminho para a liberdade de seus familiares.
Angela Pérez, esposa do refém Luis Eladio Pérez, pediu ao governo de Bogotá que abra as negociações para um acordo humanitário que leve à libertação dos seqüestrados.

Chávez, por sua vez, pediu às Farc que sigam dando demonstração de sua vontade de paz, “independente da atitude do governo da Colômbia”.

O presidente venezuelano assinalou que na Colômbia existe uma guerra, onde “há forças armadas oficiais e forças armadas revolucionárias, insurgentes, que estão há 60 anos controlando boa parte do território”.

Ele lembrou que “não se pode seguir sem conhecer” tal realidade.

— É uma guerra interna na qual nós não participamos. E se participamos de alguma maneira, é para buscar uma solução pacífica —, afirmou Chávez.

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