Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Parentes de presos continuam reféns na penitenciária de Pedrinhas

Familiares de presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), continuaram retidos no interior da maior unidade carcerária maranhense. São parentes de presos que cumprem pena em um dos blocos do presídio e que foram impedidos de deixar o local após o fim do horário de visita deste domingo. Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap).

Segunda, 26 de Maio de 2014 às 09:41, por: CdB
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O Complexo Penitenciário de Pedrinhas está superlotado e é palco de rebeliões e violenta disputa entre facções criminosas
Familiares de presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), continuaram retidos no interior da maior unidade carcerária maranhense. São parentes de presos que cumprem pena em um dos blocos do presídio e que foram impedidos de deixar o local após o fim do horário de visita deste domingo. Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), 32 pessoas continuaram retidas no interior do complexo nesta segunda-feira. A secretaria, no entanto, diz que essas pessoas não são reféns, mas sim “parentes solidários”. Algumas pessoas já haviam sido liberadas no domingo, antes que as negociações fossem interrompidas, no início da noite. As negociações foram retomadas no inicio da manhã desta segunda. O grupo de presos que impediu a saída das pessoas exige a adoção de medidas como banho de sol coletivo (hoje é feito por bloco, para garantir a segurança dos próprios detentos); a liberação de visitas íntimas; a entrega de novos colchões e a troca de monitores. O Complexo Penitenciário de Pedrinhas está superlotado e é palco de rebeliões e violenta disputa entre facções criminosas. Foi do interior do complexo que partiram as ordens para que bandidos atacassem delegacias da região metropolitana da capital e ateassem fogo a ônibus, no início de janeiro deste ano. Em um dos cinco ônibus incendiados estava a menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos, que teve queimaduras em 95% do corpo e morreu dois dias depois. Pelo menos oito detentos já foram mortos no presídio este ano. Em 2013, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao menos 60 detentos foram mortos na unidade.
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