Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Parentes das vítimas do voo 447 da Air France criticam relatório que culpam os pilotos pelo acidente

Sexta, 29 de Julho de 2011 às 08:09, por: CdB

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 447 da Air France criticou hoje (29) o relatório divulgado pelo Escritório de Investigações e Análises da França (BEA) e disse que o documento pretende isentar de responsabilidade as empresas envolvidas no acidente. Em maio de 2009, o Airbus que saiu do Rio de Janeiro com destino a Paris caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo.

O presidente da associação, Nelson Faria Marinho, criticou o relatório que apontou que erros dos pilotos durante o voo determinaram a queda da aeronave.

“Nós repudiamos o relatório que acusa o piloto que nada tem a ver. O BEA nada mais é do que um órgão francês, e a França é dona da Airbus e da Air France. Estão se defendendo, preservando empregos na França. Eles não podem admitir porque isso afeta a venda de aviões”, disse.

Segundo a investigação, os pilotos não reagiram de maneira correta para evitar a queda de altitude do avião, quando os sensores da aeronave deixaram de funcionar. Ainda de acordo com o presidente da associação, o BEA, responsável pelas investigações e órgão ligado ao Ministério dos Transportes da França, caiu em contradição com a divulgação do relatório.

“Ele diz que o Pitot, que é o sensor de velocidade, deu defeito. Já admitiu isso. Se o Pitot deu defeito, o problema é mecânico e não do piloto. Se não fosse a falha da peça, o avião não ia cair. Com a falha do Pitot, deu problema no computador de bordo, que desligou o piloto automático e o avião caiu em três minutos e meio. O problema é do avião”, afirmou.

Marinho disse também que os processos contra as empresas estão parados. Ele aguarda uma reunião com a presidenta da República, Dilma Rousseff, já que a autorização dela é necessária para que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) entre na investigação.

 

Edição: Lílian Beraldo

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