Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Paraty quer se tornar patrimônio histórico da humanidade

Quinta, 08 de Janeiro de 2004 às 06:32, por: CdB

A cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, quer o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para se tornar patrimônio histórico da humanidade. O primeiro passo foi dado ontem, quando o prefeito da cidade, José Cláudio de Araújo, entregou ao ministro da Cultura, Gilberto Gil, o dossiê com os monumentos materiais e imateriais da cidade.

O ministro Gilberto Gil assinou o documento de apoio à candidatura da cidade. Tudo seguirá para o Itamaraty, que encaminhará à Unesco.

- Esperamos ter uma resposta da Organização em até três meses - disse o prefeito.

Se a Unesco aprovar a candidatura, uma equipe de técnicos será enviada para visitar Paraty e dar a resposta final.

A cidade reúne inúmeros patrimônios culturais e ambientais. Além das belezas naturais, como a Mata Atlântica, vários bens imateriais também fazem parte da história da cidade. Entre eles, as culturas caiçara, negra, indígena, dos quilombos e portuguesa. A comida típica, o modo de pescar, as paçocas de banana, a farinha de tapioca, o pé de moleque, o melado, o café de caldo de cana e vários outros costumes e tradições também fazem parte do dossiê.

As pesquisas para a preparação do documento levaram mais de um ano para serrem realizadas.

- Nas reuniões com a população, a pessoa mais idosa do bairro contava as histórias para que víssemos o que ainda era preservado até os dias de hoje. Um exemplo é a preparação do café local, que é feito com caldo de cana - conta José Cláudio de Araújo.

Se for reconhecido como patrimônio histórico, Paraty assume o compromisso de preservar suas belezas e histórias. Como parte das atividades de preservação, que antecedem o título, a cidade tombou, a "Estrada Real", também chamada de "O Caminho do Ouro", que começa a ganhar uma limpeza arqueológica.

A estrada foi muito importante para a economia do Brasil nos séculos XVII e XVIII, quando Paraty chegou a ser o segundo maior porto brasileiro para escoamento do ouro vindo das Minas Gerais.

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