A cidade de Parati, no Rio de Janeiro, quer o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para se tornar patrimônio histórico da humanidade.
O primeiro passo foi dado nesta quarta-feira, quando o prefeito da cidade, José Cláudio de Araújo, entregou ao ministro da Cultura, Gilberto Gil, o dossiê com os monumentos materiais e imateriais da cidade.
Gilberto Gil assinou o documento de apoio à candidatura da cidade e agora o dossiê segue para o Itamaraty, que o encaminhará à Unesco. Esperamos ter uma resposta da Organização em até três meses, disse o prefeito. Se a Unesco aprovar a candidatura, uma equipe de técnicos será enviada para visitar Parati e dar a resposta final.
A cidade reúne vários patrimônios culturais e ambientais. Além das belezas naturais, como a Mata Atlântica, vários bens imateriais também fazem parte da história da cidade. Entre eles, as culturas caiçara, negra, indígena, dos quilombos e portuguesa.
A comida típica, o modo de pescar, as paçocas de banana, a farinha de tapioca, o pé de moleque, o melado, o café de caldo de cana e vários outros costumes e tradições também fazem parte do dossiê.
Se for reconhecido como patrimônio histórico, Parati assume o compromisso de preservar suas belezas e histórias. Como parte das atividades de preservação, que antecedem o título, a cidade tombou, a "Estrada Real", também chamada de "O Caminho do Ouro", que começa a ganhar uma limpeza arqueológica.
A estrada foi muito importante para a economia do Brasil nos séculos XVII e XVIII, quando Parati chegou a ser o segundo maior porto brasileiro para escoamento do ouro vindo das Minas Gerais.
Parati-RJ quer ser Patrimônio da Humanidade
Quarta, 07 de Janeiro de 2004 às 19:10, por: CdB