Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Paramilitares colombianos preparavam golpe na Venezuela

Terça, 11 de Maio de 2004 às 12:01, por: CdB

No último domingo, dia 09, foi capturado o primeiro grupo de paramilitares colombianos em uma fazenda próxima à Caracas pertencente ao líder da Coordenação Democrática Robert Alonso, segundo informou a Venezuelana de Televisão.

Em uma ação conjunta das Forças de Segurança venezuelanas, "se conseguiu capturar mais de 50 paramilitares colombianos, vigilantes de campanha, que receberiam armas e seriam mobilizados para diferentes pontos do país" segundo informou Miguel Rodríguez, diretor da Polícia Política venezuelana (Disip).

Entre os presos está "um conhecido comandante paramilitar da região colombiana de Cúcuta", fronteira com a Venezuela, segundo o diretor da Disip. Horas mais tarde foram detidos mais 32, nas proximidades de Caracas.

O jornalista Darvin Romero explicou o depoimento de um dos presos, segundo o qual 130 paramilitares teriam sido trazidos da Colômbia para a Venezuela clandestinamente a fim de serem treinados por mais de um mês na tal fazenda. Seriam transportados nesta segunda-feira a uma região próxima ao Comando de Segurança Urbana da Guarda Nacional, onde tentariam assaltar para tomar as armas.

As armas seriam utilizadas, 15 dias mais tarde, para dotar 1.500 paramilitares treinados na Colômbia e tentar então um plano desestabilizador, cujo fim último era a derrocada do governo de Hugo Chávez.

Investiga-se o envolvimento de Bogotá

A operação foi definida pelo presidente venezuelano Hugo Chávez como um "golpe" contra aqueles que pretendiam destituí-lo e assassiná-lo.

"Demos um golpe nos golpistas, desestabilizadores e terroristas, nessa luta sem descanso contra o terrorismo, a desestabilização e os inimigos da democracia e do povo", manifestou Chávez no seu programa dominical "Alô, presidente".

O embaixador venezuelano em Bogotá, Carlos Santiago, assegurou que os paramilitares capturados são ex-militares colombianos, e acrescentou que agora se investiga se eles têm apoio na Colômbia.

"Eles mesmos disseram ser ex-reservistas do Exército da Colômbia. Alguém deve ter os ajudado", manifestou.

Santiago lembrou que na Colômbia está exilado o venezuelano Pedro Carmona, que tentou instaurar uma ditadura militar em abril de 2002, quando Chávez foi retirado do poder por 47 horas por um golpe de Estado.

Em uma declaração à imprensa, a embaixadora colombiana na Venezuela, Mariangela Holguín, refutou "enfaticamente que Colômbia esteja envolvida em qualquer tipo de desestabilização da Venezuela".

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