Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Paralisação na saúde agrava superlotação de hospital no Rio

O Hospital Geral de Bonsucesso, único hospital de emergência ligado ao Ministério da Saúde na cidade do Rio, enfrenta a superlotação. Segundo a diretora-adjunta da unidade, Itamar Tavares, o hospital enfrenta o problema há alguns meses por causa do funcionamento precário da rede básica de saúde na região. Situação se agravou devido à greve da rede estadual. (Leia Mais)

Terça, 14 de Junho de 2005 às 15:44, por: CdB

O Hospital Geral de Bonsucesso, único hospital de emergência ligado ao Ministério da Saúde na cidade do Rio, enfrenta a superlotação. Segundo a diretora-adjunta da unidade, Itamar Tavares, o hospital enfrenta o problema há alguns meses por causa do funcionamento precário da rede básica de saúde na região. Segundo ela, a situação se agravou nos últimos dias devido à greve da rede estadual de saúde e do funcionalismo federal, que paralisou vários postos de saúde e hospitais da região metropolitana.

"A gente não pode manter essa situação por muito tempo. A gente espera que, em conjunto com o Ministério da Saúde e as unidades federais, possamos pensar em uma estratégia para reforçar a unidade e para desafogar um pouco a emergência do Hospital Geral de Bonsucesso", disse a diretora-adjunta.

Itamar afirma que há 101 pacientes internados no setor de emergência, que tem apenas 30 leitos. "Há pacientes nas macas, no corredor e as enfermarias feminina e masculina estão sobrecarregadas. A média de atendimento diário é de 300 pessoas na emergência", disse Itamar. "A emergência de Bonsucesso está pedindo socorro. Já pedimos apoio aos conselhos de saúde, aos deputados, vereadores e ao Ministério Público."

Ela diz ainda que a direção do hospital já solicitou ao Ministério da Saúde a contratação de funcionários para a emergência. "Existe uma necessidade, especialmente, de profissionais de clínica médica, para atender as emergências clínicas. O hospital está com equipes incompletas para o atendimento e estamos buscando uma solução".

A diretora-adjunta do hospital espera que o concurso público, que deve convocar 1.121 profissionais, ajude a resolver a carência de pessoal na unidade. "O problema é que o concurso público demora um pouco para ser realizado. O ideal é que haja uma contratação temporária emergencial imediata".

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